A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/09/2021
O longa metragem “Rio 2”, da Disney, representou a questão do comércio ilegal de madeira na Amazônia. Isso faz analógia às queimadas ocorridas em meados de 2020, o que contou com manifestações tanto nas redes sociais quanto no Congresso Nacional. Nesse caso, os discursos serviram para alertar algo decorrente desde a criação do Brasil: a falta de consciência ambiental. Porém, a era da internet tornou evidente o atraso do brasileiro quando assunto é preservação.
Seguindo esse viés, desde a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, há pouca movimentação quanto ao meio ambiente. De fato, na época não havia dado início ao debate sobre um futuro sustentável, o qual apareceu pela primeira vez com o “Relatório Brundtland” no final do século XX. Entretanto, a exploração da Mata Atlântica, primeira a ser atingida, ou da Floresta Amazônica, principal pauta ambiental atual, ainda permanece. Dessa forma, mostra-se um descaso com a questão da natureza glorificada em “Nossos bosques têm mais vida” no Hino Nacional e a prova da falta de consciência sobre o assunto pelos brasileiros, os quais não veem as consequência de dados referidos.
Outrossim, a internet veio como uma forma de distribuir conhecimento ilimitado e, por muitas vezes, gratuito. Dessa maneira, opiniões de especialistas e matérias sobre o assunto estão disponíveis para o acesso de qualquer cidadão em posse de um aparelho conectado à rede mundial. Todavia, a realidade é que os brasileiros observam as informações, mas não interpretam-nas. Essa afirmação é corroborada a partir de um estudo científico de 2016 aponta que cerca de 65% dos alfabetizados no Brasil detém alguma dificuldade, principalmente em saber a ideia central. Ou seja, os indivíduos torna-se mais atraídos a ignorar uma informação importante, o que gera a falta de consciência.
Portanto, a falta de consciência ambiental é retrocesso e deve ser combatido tanto os ataques diretos ao meio natural quanto a alienação das informações. Por isso, compete ao Ministério do Meio Ambiente garantir mais fiscalização através de aprimoramentos de informação e de transporte, como o uso de drones e de helicópteros de ponta, a fim de controlar os focos de queimadas e desmatamento. Além disso, seria interessante o Ministério da Educação buscar melhorar a interpretação textual dos brasileiros por meio de cursos complementares de leitura crítica e aulas de política, destacando a parte ambiental, com o propósito de diminuir os analfabetos funcionais e trazer conscientização para a situação alarmante da natureza verde e amarela.