A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/09/2021
A destruição ambiental não respeita fronteiras e o Brasil está enfrentando uma das piores crises ambientais em sua história. Os principais biomas do país estão literalmente sendo consumidos por queimadas e incêndios sem precedentes, resultado de um período severo de secas e de um descaso absoluto do poder público com a preservação do meio ambiente. O aumento do desmatamento, juntamente com a falta das chuvas e de uma fiscalização ambiental eficiente, pode piorar a situação da destruição nos principais biomas brasileiros, como Pantanal e Amazônia.
Em primeiro plano, destaca-se como impulsionador do problema o egoísmo da sociedade. Nesse contexto, o filósofo Confúcio afirma que, “quem se modera, raramente se perde”. Sob tal lógica, vale ressaltar que, como apontado por Marina Mota, coordenadora do Greenpeace Brasil, diversas das queimadas são frutos de ações de grileiros e agricultores para limpar áreas que serão usadas para agropecuária ou especulação. Incêndios naturais, como aqueles causados por raios, são extremamente raros na exuberante floresta tropical. Os incêndios na Amazônia são geralmente iniciados por agricultores renovando plantações ou fazendeiros e garimpeiros desmatando ilegalmente as terras.
Em segundo plano, evidencia-se como agravante da situação a falha governamental. A esse respeito, o filósofo Thomas Hobbes argumenta que é dever do Estado garantir o bem-estar social. Entretanto, não existe nenhum esforço de prevenção aos desmatamentos e queimadas e as soluções apresentadas pelo governo, como a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ou a Moratória do Fogo, se mostraram completamente ineficientes. Ademais, com o presidente negando o problema, a impressão que fica é de que essas pessoas não serão punidas por causar incêndios.
É dever do governo federal zelar pelo patrimônio ambiental dos brasileiros. O Poder Legislativo deveria tratar com seriedade os graves incêndios que ocorrem de forma descontrolada nos biomas, causando danos irreversíveis, criando leis mais eficazes para a proteção ambiental.