A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/09/2021
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a falta de consciência ambiental no Brasil, verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a falta de importância social dado a esse devido tema.
Em primeira análise, cabe citar a ausência de medidas governamentais para combater o desleixo estatal. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o abandono federal nesse setor cresce cada vez mais, trazendo consequências como a aumento da poluição e desmatamento, afetando até mesmo áreas de preservação ambiental, tornando a fauna e flora da nação verde-amarela menor e mais complexa dê-se desenvolver e equilibrar. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, a pouca conscientização por parte da população também pode ser apontada como promotor do problema. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o país registrou 222.798 focos de queimadas no ano de 2020. Partindo desse pressuposto, percebe-se que os números relacionados as questões ambientais no Brasil são alarmantes, sendo grande parte culpa do corpo social, que não dá devida atenção a esse assunto, tornando-o duradouro e impactante, devido à população não dar importância e deixar esse âmbito de lado, como se fosse algo normal e natural, causando efeitos negativos e passando esses pensamentos maléficos as novas gerações. Destarte, tudo isso contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater essas barreiras. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido em preservação, defesa e conservação da fauna e flora brasileira, por meio de projetos e instituições públicas, uma vez que essas instituições cuidarão de auxiliar e conscientizar a população sobre esse setor, cuidar das florestas e locais de mata e tornar ainda maior o ecossistema brasileiro, com o objetivo de diminuir as altas taxas de desmatamentos e depredação dos campos ambientais. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente, essa patologia social do Brasil prevista na teoria de Durkheim.