A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/09/2021
A canção “Purificar o Subaé”, composta pelo artista Caetano Veloso, expõe todo tipo de prática ambiental nociva, capaz de comprometer o funcionamento biológico de diversas formações vegetais e aquáticas. Análoga à música, está a situação de descaso com tais fatores naturais presentes no Brasil, devido à negligência estatal e a costumes sociais permanentemente propagados. Logo, faz-se necessária a abordagem dos impasses em questão.
Convém ressaltar, a princípio, a falta de interesse do Estado na busca por mudanças benéficas no meio ambiente. Nesse contexto, emerge o conceito de “instituição zumbi”, elaborado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual explica a existência de entidades públicas que perderam sua função social, algo visto no Ministério do Meio Ambiente, indiferente às queimadas de origem antrópica e às retiradas excessivas de madeira das florestas nacionais. Assim, nota-se um reflexo dos postulados do estudioso polonês no semblante de agentes governamentais do país.
Outrossim, vale salientar a contribuição da população para com a continuidade das atividades as quais prejudicam a natureza. Em tal perspectiva, destaca-se a ideia de “habitus”, criada pelo filósofo Pierre Bourdieu, a qual explica o comportamento individual como produto da influência da família e sociedade, a exemplo da constante e disseminada prática de jogar produtos descartáveis em regiões inadequadas. Desse modo, observa-se um retrato da postura do povo nas constatações do pensador francês.
Diante do exposto, torna-se imprescindível a resolução dos problemas que agravam o estado de degradação ambiental. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar e divulgar materiais informativos contextualizados na relação histórica entre o homem e o meio natural, por meio de documentários e apostilas gratuitos e disponibilizados virtualmente, objetivando o advento de um corpo social responsável ecologicamente. Dessa forma, prejuízos vistos em espaços de fauna e flora serão evitados.