A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

No período colonial, após a quase extinção do pau brasil, os colonos continuaram a exploração pela cana de açúcar e posteriormente o café, ambas atividades que contribuíram para o desmatamento da mata atlântica. Tal cenário perpertua-se no século XXI, no qual ainda persiste a questão da falta de consciência ambiental por parte da população brasileira. Isso ocorre pela insipiência do corpo social acerca da importância do meio ambiente e pelo interesse ecônomico dos latifundiários na exploração, sobretudo, das áreas verdes. Logo,é imprescindível ações que mitiguem os danos causados à natureza.

Decerto, é notável a ausência de discussões sobre a importância ambiental no meio brasileiro. Nessa perspectiva, o governo não oferece mecanismos que exponham as questões ambientais e seus entraves no Brasil contemporâneo, tanto nas escolas quanto no âmbito laboral e social são ausentes projetos que tragam essas informações e modos de reverter o descuido acerca da natureza existente entre o corpo social. Nessa linha de raciocínio, formam-se cidadãos inconscientes e que tratam os quesitos de sustentabilidade de forma secundária. Esse comportamento ilustra uma banalização de um sério problema em decorrência da falta de resoluções para ele como mostrado por Hannah Arendt na teoria da “Banalização do Mal”. Desse modo, para refutar esse pensamento é necessário disseminar  projetos abordando a essencialidade da preservação das aréas verdes.

Ademais, é fulcral destacar a influência dos latifundiários no uso exacerbado dos recursos naturais. Nesse sentido, o Brasil formou-se sob uma óptica de agricultura monocultora exportadora, o que constitui a necessidade de grande aréas para plantio e quantidades exorbitantes de água. Esses usos são responsáveis pelo avanço da fonteira agrícola brasileira para locais preservados como a Amazônia e pelo uso, segundo o IBGE de 8,1 milhões de litros de água por segundo. Diante desse cenário, a inoperância das autoridades estatais para reprimir tais nocividades corrobora a teoria das “Instituições Zumbis” de Zygmunt Bauman, na qual as intituições não atuam na garantia da seguridade social. Dessa maneira, para tornar essas autoridades atuantes é preciso que políticas públicas sejam realizadas.

Infere-se, portanto, a necessidade da conscientização dos brasilerios acerca das questões ambientais.Isso posto, cabe ao Ministério da Educação incluir nas ecolas matérias sobre o meio ambiente  por meio de aulas práticas que ensinem desde as crianças até os adolescentes métodos sustentáveis e ações para minimizar os problemas ambientais com intuito de criar uma geração coletivamente ativa concernente ao cuidado ambiental. Além disso, é dever do Ministério do Meio Ambiente impedir o avanço das fronteiras agrícolas por intermédio de multas e suspensão da posse de terras dos latifundiários que desrespeitarem as leis. Assim, o Brasil fututo diferenciar-se-á do passado.