A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Na animação da Disney “Wall-e”, é representado um futuro distópico, com um planeta poluído ao ponto de não ser possível viver nele. Apesar do caráter fictício, é pertinente o debate diante da falta de consciência ambiental no Brasil, causada por eventos históricos e por problemas filosóficos. Sendo assim, urge a necessidade de combater a problemática.

Nesse prisma, é válido ressaltar a influência de acontecimentos históricos sobre a adversidade. Durante o fim do século XVIII, ocorreu a Primeira Revolução Industrial, a qual promoveu alterações nas relações humanas com a natureza, através do aumento da extração mineral e do surgimento da indústria, gerando impactos ambientais e sociais que repercutem hodiernamente, percebidos através da expansão de áreas desmatadas no país para as indústrias e a agropecuária. Logo, percebe-se o impacto consequente de um pensamento que se mantém até a atualidade.

Outrossim, é necessário salientar os fatores filosóficos que permeiam esse óbice. O filósofo Hans Jonas, em sua obra “O Princípio Responsabilidade”, debate sobre os impactos da tecnologia sobre as relações entre sociedade e natureza, defendendo a criação do que ele chama de “ética da responsabilidade”, alterando a ética vigente por uma que busque se preocupar em impactos futuros, responsabilizando a humanidade tanto por suas intervenções no meio ambiente como pela manutenção do mesmo. Dessa maneira, observa-se os problemas presentes na filosofia que afetam esse empecilho.

Portanto, é perceptível o impacto de raízes históricas e conflitos filosóficos sobre a problemática, sendo necessárias ações para mitigá-la. Para tal, cabe ao Ministério do Meio Ambiente tomar medidas para redução de impactos ambientais, por meio de punições mais severas e melhor fiscalização das leis, podendo usar de tecnologias, como drones e satélites, para monitoramento de áreas afetadas, com o fito de melhorar a preservação ambiental do país. Dessa forma, será possível evitar, no Brasil, um futuro como aquele representado na animação da Disney.