A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

Segundo o artigo 225, da Constituição federal de 1988, é dever do Estado e da comunidade social preservar o meio ambiente para as futuras gerações. No entanto, esse artigo não é plenamente executado, pois a sociedade brasileira carece de consciência ambiental. Dessa forma, tal escassez ocorre devida a negligência estatal quanto à educação ambiental e propicia o uso desenfreado de produtos nocivos à natureza. Em face a isso, medidas devem ser feitas em prol da ampliação dessa consciência.

Convém, a princípio, salientar o descaso do Estado perante a educação ambiental como fator ampliador da falta de reflexão sobre a natureza. Isso porque, em diversas escolas do país é aplicada a memorização de conceitos genéricos para a realização de provas, nesse caso são as informações sobre sustentabilidade aliada ao desenvolvimento ambiental e econômico, não estimulando a fundamental preocupação com a formação do senso crítico quanto a esse tema. Assim, tal cenário assemelha-se ao pensamento do sociólogo Èmille Durkheim, pois para ele o indivíduo só pode agir conforme o entendimento da sua realidade, e desse modo, devida a generalização da temática os seres não criam  consciência em relação ao meio ambiente que os cercam e como consequência não agem de forma a preservar.

Outrossim, cabe ressaltar a utilização excessiva de produtos nocivos à natureza em decorrência da pouca reflexão ambiental existente. Nesse viés, muitos cidadãos contribuem com empresas formentadoras de poluição ao ambiente, por não entenderem os males a longo e curto prazo, seja marinho, em razão do descarte de esgotos e plásticos nos mares, ou florestal, mediante desmatamento e extração de matéria-prima incorretos. Por conseguinte, essa situação se apresenta em consonância com a ideia de “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, visto que nessa ideia é abordado que o pior mal é aquele entendido como corriqueiro, e nesse contexto, para os indivíduos esses produtos são vistos como do cotidiano, não gerando a essencial preocupação quanto a preservação. Logo, a falta de consciência, nessa pespectiva, pode intensificar impactos ambientais associados a ação humana.

Portanto, torna-se necessário que a União atue para possibilitar a maximização da consciência ambiental no país. Dessa maneira, ela deve, em conjunto com o Ministério da Educação, promover discurssões ambientais, por meio do auxílio de participantes de organizações sustentáveis, os quais apresentem aos jovens informações sobre como eles fazem e divulgam ações diárias de preservação ambiental aplicadas a realidade do local, para que de fato os seres saibam aplicar a teoria amibental em prol do cuidado à natureza.