A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

No livro ‘‘A vida como vontade e representação’’, o filósofo Arthur Schopenhauer revela o teor negativo da história da humanidade ao desvelar as grandes catástrofes sociais.  Hodiernamente, o crescente desmatamento das florestas brasileiras coloca em destaque a falta de consciência ambiental no Brasil, validando a retórica de Schopenhauer. Com isso, depreende-se discutir sobre os fatores causais da problemática, no qual se destacam a negligência governamental e o egoísmo social.

A primeira questão a ser analisada é o menosprezo governamental quanto à problemática. A esse respeito, o filósofo Thomas Hobbes argumenta que é dever do Estado garantir o bem-estar social. Entretanto, é notório o crescimento de desmatamento no território brasileiro, o que indica a omissão governamental em relação a projetos de desenvolvimento sustentável. Desse modo, entende-se que o meio ambiente brasileiro se encontra em risco diante de uma constituição que não prioriza seus recursos naturais.

Ademais, destaca-se como impulsionador do problema o egoísmo da sociedade. Nesse contexto, segundo Karl Marx, ‘‘a desvalorização do mundo humano cresce de forma proporcional a valorização do mundo das coisas”. Assim, é visível que os cidadãos priorizam mais sua renda que o meio ambiente, visto que várias das queimadas ocorrem a fim de limpar áreas que serão usadas para agropecuária. Dessa forma, destaca-se a falta de consciência ambiental, em que se dá mais ênfase ao lucro do que a natureza, de modo a demonstrar válida a perspectiva do filósofo.

Portanto, é evidente que a falta de consciência ambiental no Brasil configura-se como um obstáculo a ser atenuado. Cabe ao Governo, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, através de verbas do fundo rotativo da União, promover campanhas informativas sobre a importância da preservação do meio ambiente na vida presente e futura, com o objetivo de mostrar a importância da natureza para todos os seres vivos. Além disso, o Poder Legislativo deve criar uma emenda não só para fortalecer projetos de desenvolvimento sustentável, mas também as diretrizes de proteção dos recursos naturais, como maior fiscalização e punição para crimes ambientais.