A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

A exploração colonial do Brasil, pelos colonizadores portugueses, foi desprovida de preocupações relacionadas a preservação da natureza, algo que também está ausente em muitos âmbitos da sociedade hodierna. Nesse prisma de pensamento, a carência da consciência ambiental na população acarreta danos à integridade natural do país. Assim sendo, esse entrave é perpetuado pela negligência estatal e pela falta de educação crítica, fazendo-se imprescindível a remediação dessas problemáticas.

Nessa perspectiva, é lícito postular sobre como a descura governamental contribui para amplificar o problema. Consoante a isso, as queimadas ocorridas no Cerrado, de janeiro a agosto de 2021, superaram em 32% os índices de todo o ano de 2020 segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ou seja, há uma tendência de aumento das atividades degradadoras da harmonia ambiental, em vista da insuficiência de políticas públicas de preservação dos espaços naturais. Sendo assim, é necessário empenho estatal para mitigar esse óbice.

Ademais, é notório ressaltar sobre como a ausência de um ensino analítico colabora para agravar esse imbróglio. Análogo a isso, o filósofo Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia da Autonomia”, afirma que a educação é uma forma de intervenção no mundo, por conseguinte, o décfit educacional causaria uma deficiência na consciência ambiental coletiva e individual. Dessa forma, são precisos esforços coletivos para amenizar essa vicissitude.

Em suma, há uma carência de pensamento ambiental no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente identificarem, com auxílio do Inpe, as áreas suscetíveis à exploração natural e criar amplas áreas de proteção, por meio de órgãos da justiça, como a Política Federal, para coibir quaisquer atos criminosos, a fim de preservar os espaços naturais, visando a harmonia e integridade nacional. Logo, o Brasil tornar-se-á um país mais saudável e equilibrado.