A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2021

Segundo o filósofo Blaise Pascal, o homem é considerado um caniço frágil, porém racional em sua essência. Diante da sua frágilidade, a sociedade depende exclusivamente da natureza para que sobreviva e se desenvolva. Contudo, a falta de consciência e a exploração ambiental de forma belicosa ainda são marcas de um século exploratório, principalmente na realidade brasileira. Isso acontece devido a reprodução de práticas econômicas predatórias e a falta de planejamento governamental para a resolução  sobre os impactos ambientais.

Diante desse cenário, ressalta-se que a falta de consciência ambiental está presente no Brasil desde o período colônial, quando os europeus exploraram de forma irregular a Mata Atlântica para a produção de cana de açúcar. No hodierno, o avanço da produção de sojá, a venda ilegal de madeira e a criação bovína se tornam pivores para o desmatamento, queimadas e poluição a natureza. Isso acontece devido a falta de regulamentação e fiscalização das terras exploradas que fogem dos padrões ecológicos.

Além disso, a falta de apoio governamental para a conscientização ambiental se torna uma alavanca para o uso indevido de recursos. Segundo o levantamento do Observatório do Clima aponta que nem 1% de verba foi utilizadas pelo Ministério do Meio Ambiente e o corte de gastos crônicos sobre as instituições responsáveis causam uma limitação de atuação para combater os descasos sobre a natureza e diminui o incentivo de ações educacionais voltados a consiência sobre o meio ambiente.

Infere-se, portanto, a necessidade de ampliar o conhecimento e projetos sobre a consiência ambiental. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente com o Ministerio da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) devem criar movimentos para a diminuição do uso de terras de plantação para áreas de conservação ambiental, proteger as regiões de fronteiras agrículas e fornecer informações importantes sobre os limites da utilização e expansão da agropecuária. Além do mais, os orgãos responsáveis por fiscalizações e de espalhar conhecimento precisam ganhar mais autonomia e investimentos por parte da Controladoria-Geral da União, para que possam se deslocar e atuar para a preservação, além de promoverem palestras educativas sobre a obrigaçãos de manterem os sistemas ecológicos dentro e fora das grandes cidades, eliminando a pouca consiência brasileira sobre suas fauna e flora.