A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2021

A obra cinematográfica Wall-E se passa em um contexto futurista no qual o mundo está coberto pelo lixo e a população humana restante vive numa nave espacial. Nesse contexto, o filme se assemelha ao que é vivenciado no Brasil hodierno, pois pouquíssimas são as preocupações com a “saúde” do planeta. Sob esse viés, cabe destacar a falta de compromisso governamental frente à causa ecológica e cultura dominante consumista como agravantes da problemática.

Convém ressaltar, a princípio, os prejuízos causados pelo descaso do Estado no que diz respeito às consequências, a longo prazo, da má gestão dos recursos naturais. Partindo dessa perspectiva, a Agenda 21 foi uma conferência, ocorrida no Rio de Janeiro, entre nações que trouxe uma série de medidas com o intuito de reduzir os efeitos nocivos da ação antrópica no planeta. Todavia, não se observou a concretização de tais medidas. De tal modo, é necessária uma nova reformulação nas prioridades governamentais e, assim, ascender a causa ecológica a um patamar de visibilidade generalizada.

Ademais, é possível analisar a nocividade em volta do padrão consumista disseminado em território nacional, influenciado pela dinâmica capitalista extremista. Analogamente, a Revolução Industrial emergiu como um sinal de evolução e desenvolvimento da sociedade humana. No entanto, se mostrou precursora de inúmeros desgastes à natureza, devido ao abuso dos recursos naturais na confecção das novas tecnológias. Sob esse prisma, a balança de prioridades pendeu totalmente para o lado desenvolvimentista e vem negligenciando cada vez mais o meio ecológico.

Portanto, são necessárias medidas que atenuem a problemática. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com a Câmara Legislativa, deve promover um projeto de lei que imponha a obrigação da resposição de desmatamentos, por meio de plantações de mudas em locais remotos, a fim de impedir a ocorrência de cenários climáticos mais graves nas próximas décadas.