A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 21/09/2021
Na Obra “Notícias de lugar nenhum”, do escritor inglês William Morris, é retratada uma sociedade diligentemente sustentável e consciente, cujo corpo social se padroniza pela objetivação do bem geral. Contudo, observa-se, na atual realidade brasileira, o oposto do pregado pelo autor, uma vez que a falta de consciência ambiental em questão no Brasil expõe obstáculos que dificultam a realização dos planos de Morris. Esse cenário contrastante é fruto da ausência de uma educação ambiental eficiente e resulta em prejuízos à própria sociedade.
Nesse contexto, é importante destacar que a baixa consciência ambiental decorre devido à negligente educação ecológica oferecida à população brasileira. A esse respeito, de acordo com Immanuel Kant, filósofo criticista, é por meio da educação que a humanidade se aperfeiçoa, entretando, infelizmente, isso não está sendo presente no Brasil. Sob essa óptica, inegavelmente, a ineficiente educação, oferecida pelas instituições públicas, mantém a sociedade em um cenário inercial em relação à educação ambiental, visto que, sem o conhecimento necessário, o indivíduo não terá o aperfeiçoamento necessário para entender a interdependência entre homem e natureza, sendo negligênte no modo como trata-a. Assim Sendo, enquanto não existir um desenvolvimento educação ecológico que aperfeiçoe o homem, os ecossistemas brasileiros continuarão em risco.
Ademais, é interessante salientar a falta de consciência sustentável como promotora de prejuízos à própria coletividade. Acerca dessa premissa, segundo Marco Aurélio, filósofo romano, “tudo o que faz mal à colmeia, faz mal também às abelhas”. Dito isso, é certo afirmar que toda ação prejudicial ao meio ambiente também trará danos consideráveis ao homem, como, por exemplo, a diminuição do regime de chuvas, a qual trará danos à produção agrícola e à vazão dos rios. Dessa forma, é fulcral a existência da consciência ambiental para garantir um equilíbrio benéfico entre homem e natureza, dado que, assim como exposto pela metáfora de Marco Aurélio, não podemos existir sem um ambiente saudável que nos ofereça recursos para que haja vida.
Logo, medidas são necessárias para promover maior consciência ambiental na sociedade brasileira. Portanto, compete ao Ministério da Educação, orgão máximo da esfera educacional, investir, por meio do capital oferecido pelo Tribunal de Contas da União, no desenvolvimento de um ensino voltado para o aprendizado da importância do meio ambiente e da prática da sustentabilidade, objetivando o aperfeiçoamento moral e ecológico do homem, o estabelecimento da plena relação positiva entre ele e o espaço natural e, consequentemente, a diminuição dos prejuízos causados por ações antrópicas. Assim, a coletividade brasileira poderá alcançar o progresso descrito na obra de Morris.