A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2021

Promulgada em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil instaura como dever do Estado defender e preservar o meio ambiente. No entanto, a crescente degradação ambiental atual – marcada por um aumento no desmatamento, nas queimadas e no assoreamento de rios- que são consequências de uma má administração ecossistêmica e uma política negacionistas, evidenciam a falha do governo em prover esse direito e a necessidade de reverter essa realidade.

Em primeiro lugar, a Revolução Industrial, iniciada a partir do século XVIII, embora tenha permitido o início da produção em larga escala, trouxe em sua cerne uma relação cada vez mais predatória entre o homem e a natureza. Assim, tornou-se necessário a elaboração de políticas voltadas para a preservação ambiental, tais como o Acordo de Paris. Todavia, as medidas não foram suficientes para conter o agravamento da degradação em nosso país, que chegou a ter uma alta de 1.382% em 2020, dados da ONG Imazon. No Brasil, o desmatamento na Amazônia no ano de 2021 é o maior registrado no últimos 10 anos, de acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Também, neste mesmo ano, foram registrados recordes em queimadas (G1) em biomas como a caatinga e o pantanal, mostrando o descaso frente a maior biodiversidade do mundo.

Além disso, é fundamental pontuar como o negacionismo do atual Presidente contribui para a piora do caso. Em seu discurso na ONU- Organização das Nações Unidas, Jair Bolsonaro distorceu os dados e minimizou os dados referentes ao meio ambiente, mesmo havendo provas concretas sobre o agravamento da situação no país. Logo, sua fala mentirosa perante os maiores líderes mundiais prejudica a nossa imagem no exterior. Assim, temos perdidos recursos com os discurso antiambiental do líder político, pois a governança em sustentabilidade tornou-se um critério para investidores.

Portanto, medidas são necessários para pôr fim a adversidade. O Ministério do Meio Ambiente deve aumentar a fiscalização de áreas de desmatamento, bem como monitorar melhor áreas de queimada, buscando evitar o progresso de complicações nessas regiões. Tal ação deve ser feita a partir da instalação de novos campus de monitoramento, que contara com militares para executar a apreensão de madeireiros ilegais e afins. Ademais, instalar postos de bombeiros e áreas sujeitas a fogo, para contê-los no início, a utilização de drones para cobrir uma localidade maior também deve ser executado. Ainda, é necessário a conscientização de todos, devera veicular propagandas ambientalista, mostrando as consequências da falta de coordenação, nos canais de comunicação governamental, procurando aumentar a consciência ambiental.