A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 23/09/2021
O filme Rio retrata a história de uma arara, denominada Blu, bem como as belezas naturais da floresta brasileira. Do conexto cinematográfico à realidade brasílica, percebe-se que o país possui vasto território verde. No entanto, a falta de consciência ambiental do povo contribui para a deterioração desse espaço. Isso ocorre seja pela imobilidade do povo, seja pela banalização do fenômeno. Dessa forma, é necessário que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o longa-metragem não mais reflita o cenário atual da nação.
Sob essa perspectiva, é válido citar que a falta de ação social contribui para a perpetuação do fenômeno que deteriora o ambiente. Segundo o escritor Lima Barreto, “O Brasil não tem povo, tem público.” Assim, infere-se que a inércia dos habitantes é um fator presente na sociedade hodierna e intensifica a crise ambiental. Esse fato pode ser observado na pesquisa publicada no site G1, a qual diz que “O desmatamento nos últimos 11 meses de 2020 é 51% maior que 2019.” Desse modo, torna-se evidente que a inação dos brasílicos promove obstáculos na preservação do habitat. Dessa maneira, é imprescindível que, para a refutação do autor carioca, essa problemática seja revertida.
Ademais, a mediocrização da conjuntura insustentável também colabora para sua manutenção. Conforme a filósofa Hannah Arendt, ocorre um fenômeno denominado “Banalização do mal” nas comunidades. Essa afirmação permite concluir que a crise ambiental tornou-se frequente a ponto de não gerar mais indignação no povo, banalizando-a. Isso pode ser comprovado na frase da economista Kate Baworth, “Nós nos esquecemos que os recursos não são infinitos.” Dessa forma, depreende-se que o homem é duplamente culpado pela deterioração do meio, por degradá-lo e por não “ver” o mal ao fazê-lo. Dessa maneira, esse panorama urge ser solucionado para que o conceito de Arendt seja contestado.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática ambiental em questão. Logo, o Ministério do Meio ambiente - órgão responsável por garantir a sustentabilidade -, deve realizar um monitoramento mais eficiente dos recursos naturais, por meio do auxílio de satélites e da convocação de funcionários públicos para expedições (aleatórias e frequentes) nos biomas brasileiros. Essas expedições serão realizadas no país inteiro, especialmente nas áreas mais afetadas pela deterioração do espaço. Consequentemente, a crise ambiental será resolvida e a vida de Blu e de outros animais tornar-se-á mais saudável. Por conseguinte, a relação entre o homem e a natureza será mais harmônica.