A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 24/09/2021
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura que é dever do Estado e dos cidadãos preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. No entanto, na conjutura contemporânea, nota-se que essa prerrogativa não é efetiva na prática, em decorrência da falta de consciência ambiental no âmbito social. Nesse contexto, urge analisar como a negligêcia estatal e o consumismo exarcebado impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de consciência ambiental no Brasil está intrinsecamente relacionada à inobservância estatal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 90% das cidades brasileiras têm problemas ambientais. Nesse viés, tal panorama ocorre, sobretudo, devido à mínima atuação do Estado nas questões ambientais, haja vista que o presidente vigente é favorável ao desmatamento em prol da demanda do agronegócio. Diante disso, a priorização dos interesses capitalistas, por parte dos órgãos públicos, propicia a manutenção de práticas que degradam o meio ambiente, como a poluição dos rios e a utilização constante de agrotóxicos. Desse modo, o ínfimo desempenho estatal em optar por ações mais sustentáveis dificulta a preservação da natureza.
Outrossim, vale salientar o consumismo exagerado como outro fator que favorece a falta de consciência ambiental no Brasil. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, na sociedade pós-moderna, a condição indispensável à vida é o consumo. Sob tal ótica, os cidadãos, em sua maioria, consomem muitos produtos descartáveis, os quais, muitas vezes, não são jogados fora de maneira correta e, consequentemente, geram um acúmulo de lixo nas urbes. Dessa forma, a falta de percepção dos indivíduos sobre os malefícios que estão causando no meio ambiente propicia a continuidade dessas ações.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para promover a consciência ambiental na esfera social. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas políticas públicas de desenvolvimento sustentável - atuar de efetiva na proteção dos recursos naturais e das florestas, uma vez que as ações que degradam o meio ambiente crescem exponencialmente. Isso deve ser feito por meio de fiscalizações constantes com o auxílio de drones, a fim de minimizar o impacto ambiental provocado por ações antrópicas. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.