A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 01/10/2021
Em agosto de 2020, o pantanal brasileiro sofreu desmatamento recorde desde o primeiro monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Estima-se que a queimada foi responsável pelo consumo de cerca de 20% dos hectares locais. No contexto nacional atual, a questão ambiental não é tratada com seriedade, uma vez que o próprio governo incentiva ações de niilismo ao meio ambiente. Dessa forma, é fulcral reconhecer a negligência governamental diante da conscientização brasileira e a aplicação de práticas coesas a mesma.
A priori, deve-se identificar o papel das esferas de poder, posto que a sociedade atua como espelho ideológico das tais. Esta concepção aproxima-se dos aparelhos ideológicos do filósofo argeliano Louis Althusser, em que o Estado por meio de ferramentas, como a mídia, impõe ideologias para que o ser humano não elabore sua própria consciência. À medida que as esferas não reconhecem a questão ambiental como uma problemática imperiosa, há um desprovimento na sociedade. Exemplifica-se o discurso do atual presidente, Jair Bolsonaro, na 75ª Assembléia Geral da ONU, no qual desprezou e negou a destruição do território amazônico, ainda que o Brasil obtivesse o pódio mundial em desmatamento. Dessa forma, faz-se profícuo assentir que o ecossistema do território nacional encontra-se em ameaça diante políticas que não autentificam os impactos ambientais.
Em segundo lugar, deve-se expor as práticas de exploração dos recursos brasileiros. A origem das queimadas, por exemplo, está ligada ao aumento das atividades agrícolas e pecuárias, atuando na expansão de fronteiras de agricultura e criação de gado, ademais, na conversão de áreas florestais em lavouras e pastagens. A destruição dos biomas brasileiros é um ato ilegal apoiado por políticos; é imperioso citar o Ex-Ministro do Meio Ambiente como uma destas autoridades, Ricardo Salles defendeu reformas infralegais de desregulamentação e simplificação das leis de proteção da Amazonia, evento popularmente conhecido como “A boiada do Salles”. Desse modo, estes elucidam as controvérsias vinculadas à conscientização ambiental da nação verde-amarela.
Em face do exposto, cabe a população brasileira escolher um presidente capaz de tomar decisões imparciais e de caráter curricular quanto a seleção dos membros da corte, em particular, um Ministro do Meio Ambiente que respeite as questões ambientais e compreenda os impactos ecossistêmicos das atividades agroeconômicas; para que o mesmo execute ações contra a destruição dos hectares, juntamente, a imposição de mais áreas de conservação e projetos de reflorestamento. Desta maneira, deve-se alcançar a conscientização das esferas políticas, logo também, a de seus cidadãos.