A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 12/10/2021

A animação americana “Wall-E”, retrata uma futura pespectiva acerca da realidade humana sob exorbitantes impactos ambientais. No filme, apresenta-se um mundo inóspito e devastado por pilhas de lixo, nas quais habitam-se apenas um robô e sua barata. Apesar da drástica realidade proporcionada pela longa-metragem, a degradação ecológica vem se expandindo e tornando pauta imperiosa em diversas organizações mundiais. Entretanto, mesmo com intensas consequências e debates ao redor do globo, no Brasil, mediante à negligência governamental e a individualização da problemática, perpetua-se uma falta de consciência ambiental não só populacional, como também de instituições.

Primeiramente, a situação brasileira em relação a índices de desfloretamento e impactos ecológicos está se agravando, fato que aliado ao negacionismo promovido pelo governo federal, fomenta a falta de consciência ambiental no Brasil. Segundo dados da “Global Forest Watch”, as matas brasileiras encontram-se em progressivo aumento de desmatamentos, e ainda assim, muito se questiona a respeito de notáveis pesquisas. Exemplo disso, o presidente da república Jair Bolsonaro, rebateu dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de 2019, nos quais estatisticamente comprovavam pioras no que se refere a tal problemática brasileira. Dessa maneira, mediante à um Estado negligente e com notáveis baixas ecológicas, o Brasil estagna-se numa falta de consciência ambiental.

Outrossim, outro fator que promove tamanha negligência ambiental brasileira, são os veículos midiáticos. Neles, são recorrentes a divulgação de uma responsabilidade individual, desviando-a de enormes instituições poluidoras que constituem grande parte dos problemas ambientais no Brasil. Isso se deve majoritariamente em reflexo do modelo econômico vigente - o capitalismo -, no qual exige uma acentuada exploração como forma de produção. Sendo assim, tal disseminação imposta midiaticamente, associa-se com o que o filósofo Louis Althusser define como “aparelhos ideológicos do Estado”, em que se propagam nos meios da informação, valores das ideologias dominantes. Portanto, com a omissão da responsabilidade ecológica para estes grupos, excluí-se um dos principais agentes do enfrentamento a poluição do ecossistema.

Portanto, para promover a consciência ambiental no Brasil, é necessário primordialmente maiores investimentos no combate a degradação ecológica, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e da Agricultura, para garantir uma melhora na problemática, proporcionando leis mais rigorosas quanto as explorações e campanhas de conscientização que englobem de maneira profunda os contribuintes para tal chaga social. Além disso, é imperioso o papel midiático em denunciar e informar a população quanto aos principais agentes deteriorantes e suas consequências para o meio ambiente.