A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 29/09/2021
No filme “Wall-E”, produzido pela Pixar Studios, é retratado um futuro distópico, no qual o progresso tecnológico é tido como foco da humanidade em detrimento da preservação da relação sustentável entre o homem e a natureza, o que amplifica o sucateamento do planeta e o torna inabitável. Mediante ao exposto, em paralelo à realidade nacional, ao observar a negligência com que é tratada a interdependência do indivíduo com o meio, constata-se a gritante falta de consciência ambiental em questão no Brasil. Por isso, graças ao distanciamento do ser humano com o espaço natural na contemporaneidade e, consequentemente, à degradação do planeta, a problemática assola o país.
Em primeiro plano, a desvinculação do homem ao ambiente corrobora a conjectura. Nesse sentido, na obra literária “Diário de Anne Frank”, escrita por uma judia no século XX, é relatada a relação que a autora possui com a natureza e seu sentimento de pertencimento, o que traz a reflexão sobre a cooperação mútua entre ser e meio e o seu papel enquanto pertencente a tal interação. Dessa forma, a partir do momento em que a teia de interdependência entre o indivíduo e o espaço natural é negligenciada, ao sobrepor o desenvolvimento econômico à sustentabilidade, por exemplo, o concomitante beneficiamento entre ambas as partes se esvai, fator que faz emergir na sociedade brasileira a falta de consciência ambiental e o esgotamento do planeta. Logo, devido ao desdém com que é tratada a condição de pertencimento do homem no meio natural, evidencia-se o obstáculo.
Por conseguinte, a degradação do ambiente se faz presente na coletividade. Nesse viés, a música “Asa Branca”, composta por Luiz Gonzaga, retrata a escassez de recursos naturais na Caatinga, na região Nordeste, evidente produto da exploração exacerbada na região. Dessa maneira, no instante em que o ser ignora a condição de pertencimento e a relação de cooperação fundamental com o meio, o planeta se esgota e a sociedade brasileira como um todo retrai e, consequentemente, a prosperidade, antes abundante, se esmaece, o que deixa o homem, um ser, a priori, natural, desamparado em meio à própria destruição. Assim, graças aos problemas advindos, são necessárias medidas interventivas.
Portanto, depreende-se que a questão da falta de consciência ambiental no Brasil é um desafio e carece de soluções. Sendo assim, o Estado, ao atuar por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve, por intermédio da realização de palestras e discussões ao redor do tópico da sustentabilidade nas comunidades, instruir a população sobre relação da natureza com a prosperidade humana, a fim de originar dentro dos corpos sociais a autoconsciência ambiental e da coexistência do homem e do espaço natural e, desse modo, manter utópica a realidade retratada na obra “Wall-E”.