A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 01/10/2021
No atual panorama do país, pode-se notar um aumento singular de discussões e notícias acerca da falta de consciência ambiental, pautados no aumento do desmatamento de áreas preservadas através de queimadas. Tais acontecimentos se dão devido à falta de preservação natural, causada pela capitalização do meio ambiente, responsável pela dessensibilização acerca de pautas ecológicas pelo povo e pelo governo.
Em primeiro plano, nota-se que a exploração indevida de áreas de preservação e o tráfico de animais silvestres se fazem práticas altamente lucrativas no Brasil, causando danos extremos aos processos de conservação ambiental. Isto é devido às mesmas práticas não serem vistas com critérios punitivos tão fortes, tanto pela sociedade quanto pelos órgãos de justiça responsáveis. Tal tema é apresentado na dualogia de animação “Rio”, do estúdio Blue Sky, que exibe o desmatamento e a retirada de espécies nativas ameaçadas de seu habitat natural para o comércio. O que se faz verdade tanto na ficção quanto na realidade, uma vez que órgãos de fiscalização deliberadamente ignoram em suas perícias tais crimes, desta forma, acarretando a destruição de habitats naturais, de espécies ameaçadas de extinção e a impunidade sobre seus praticantes.
Além disso, a falta de sensibilidade e consciência ecológica que destas explorações decorrem também se faz responsável por grande parte das mortes animais por caça ilegal. Uma vez que, desassociados da culpa de um crime ambiental, cidadãos se veem na liberdade de praticar a predação de animais nativos. Como explana a matéria do G1, portal de notícias da Globo, sobre as mais de 180 harpias abatidas em território nacional, em sua maioria por fazendeiros curiosos acerca da ave, grande parte dos considerados criminosos sequer possuíam consciência de estar praticando qualquer infração. Assim, os indivíduos atingidos pela dessensibilização não se veem como agentes do desgaste ambiental, uma vez que associam o dano ambiental às práticas comuns do dia a dia.
Portanto, conclui-se que a exploração indevida do ambiente corrobora para a falta de preservação, acarretando a perda de sensibilidade ecológica. Fazendo-se necessária a diminuição das aberturas para crimes ambientais através de uma reforma nas políticas de segurança ambiental e de conscientização pelo Ministério do Meio Ambiente, para, assim, garantir a segurança de espécimes ameaçados e do ambiente em que residem, além de afetar diretamente as camadas mais afastadas da sociedade na questão de preservação. De tal maneira, tornando mínimos os efeitos da falta de consciência ambiental em questão no Brasil.