A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a sociedade hodierna, uma vez que o Brasil sofre com a questão da falta de consciência ambiental tupiniquim. Decerto, esse impasse se dá pela negligência governamental e pela insuficiência de informações escolares.
Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade das entidades governamentais como vetor que tonifica a falta de consciência da população sobre a questão ambiental no Brasil. Nesse viés, segundo filósofo Jonh Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para resolução de todos os problemas sociais. Entretanto, nota-se que tal pensamento não é posto em prática, visto que o Poder Público pouco investe em medidas como, por exemplo, campanhas- que deveriam ser propagadas pelos veículos midiáticos, Instagram e Twitter, com o fito de estimular a conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental- o que colabora para problemática presente na sociedade brasileira. Desse modo, é imprescindível que governo deve realizar ações a fim de mitigar o problema.
Outrossim, vale ressaltar a escassez informacional sobre a questão ambiental nas instituições escolares como agente que favorece com o entrave. Sob essa ótica, de acordo com Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e segregação de informações. A luz dessa perspectiva, mostra-se que as escolas têm papel fundamental na formação cidadã e educacional dos indivíduos, porém, com a falta de aulas e palestras- ministradas por sociólogos e profissionais da área ambiental- mostrando a necessidade da preservação e cuidado com o meio ambiente faz com que as redes de ensino atuem como gaiolas, ou seja, contribuindo para a falta de consciência ambiental da população. Sendo assim, é indiscutível que as escolas e órgãos responsáveis busquem medidas para resolução do impasse.
Assim, portanto, urge ao Governo Federal maior investimento em alternativas para conscientização da população sobre o ambiente, como campanhas propagadas pelos veículos midiáticos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas instituições de ensino nacional, a criação de aulas- ministradas por sociólogos e profissionais do meio ambiente- por meio da ampliação da BCC (Base Comum Curricular), com o intuito de informar e mostrar a importância da preservação ambiental para os discentes e a sociedade tupiniquim.