A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2021
Na Constituição Federal de 1988, ter um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos e dever do Estado junto à sociedade defendê-lo e preservá-lo. Contudo, na prática não há o cumprimento dessa garantia, visto que a falta de consciência ambiental tem sido insuficiente no país. Nesse contexto, convém analisar a negligência governamental como causa e seu efeito na sociedade.
A princípio, é válido destacar a carência de investimento por parte do governo em instruir os cidadãos com políticas públicas sustentáveis como dificultador. De acordo com o conceito ’’ Cidadania de papel ‘’, de Gilberto Dimenstein, os direitos são garantidos apenas na carta constitucional, enquanto na realidade não são garantidos determinados. Esse quadro é evidenciado, nas capitais onde a concentração-se uma população com fortes hábitos de consumo, a qual contribui para o aumento dos resíduos sólidos urbanos, ao mesmo tempo que há uma escassa quantidade de projetos ecológicos, por exemplo pontos de coleta seletiva, e de propagandas estatais com o intuito de promover uma prerrogativa prevista na citada anterior constitucional, o que impossibilita o desenvolvimento sustentável.
Ademais, é pertinente ressaltar que a ausência de compreensão a respeito do ecossistema tem como consequência a intensificação do desequilíbrio ambiental. Segundo dados do site “Greenpeace”, o Brasil foi o país que mais se destacou na devastação de florestas no ano de 2019. Essa é uma estatística assustadora, pois as matas são uma das principais formas de equilíbrio como ordenadas de dióxido de carbono no ar , já que elas o absorvem através da fotossíntese. Dessa forma, com menos árvores ocorre o aumento do efeito estufa, o que gera mudanças climáticas extremas, como secas e inundações, além disso, coloca em risco de extinção.
Por fim, é necessário que o Governo empreenda esforços para promover a conscientização ambiental, por meio de programas de educação socioambiental nas escolas e nos centros urbanos, os quais abordem a importância da diminuição do ritmo de consumo, reciclagem e os impactos do desmatamento, com a finalidade de tornar o basileiro mais responsável pelo meio em que vive.