A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 12/10/2021

No filme “Interestelar”, a humanidade enfrenta um cenário no qual o planeta Terra foi degradado e está prestes a se tornar inabitável para toda população mundial. Atualmente, o descaso com a pauta ambiental e o crescente desmatamento nas florestas brasileiras concedem enfoque à falta de consciência ambiental da população brasileira, tornando o desfecho ambiental retratado no filme plausível à futura realidade. Nesse contexto, se vê necessário discutir sobre os fatores motivadores de todo imbróglio, tais como a má atuação governamental e ignorância humana.

Primeiramente, assim como nos mais diversos contextos, o governo brasileiro mais uma vez falha em seus deveres. Dada a agravação do prospecto climático mundial, a maior atuação governamental em prol da preservação deveria ser responsabilidade do estado. Entretanto, segundo o Greenpeace, no ano de 2020 o Pantanal brasileiro foi vítima de um aumento de 185% em suas queimadas, exercidas como forma de viabilizar práticas econômicas no território. Logo, a problemática perante o descaso governamental sob o meio-ambiente se comprova diante de um ambiente executivo que prioriza o desenvolvimento econômico acima de tudo.

Do mesmo modo, a agravação do desmatamento é impulsionada pela ignorância da população brasileira, em especial, do setor agropecuário e especulativo. O desconhecimento e ignorância a respeito da importância do meio ambiente é tanto um problema moral quanto um problema da matriz educacional brasileira. Além do interesse econômico por trás do desmatamento, existe o desconhecimento e comportamento inconsequente perante os resultados. Portanto, é claro que o problema não se trata apenas da ganância humana, e se estende para outro campos.

Tendo em vista os fatos mencionados, é evidente que a falta de consciência ambiental é um grave problema que deve se atenuar nos próximos anos. Portanto, cabe ao governo e às entidades reguladoras responsáveis pelos domínios ambientais criarem e regarem um setor estritamente controlado, inviabilizando o desenvolvimento das atividades prejudiciais ao meio ambiente. Esse objetivo pode ser conquistado com a maior fiscalização e punição dos crimes ambientais, tanto para grandes corporações quanto para indivíduos solitários.