A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/10/2021
Desde os primórdios do “descobrimento”, a primeira atividade econômica presente no Brasil e que persiste fortemente até os dias de hoje é o extrativismo da matéria prima proveniente da região (madeira, plantas resinas) além da forte presença da agropecuária. Pórem há de se levar em tese que desde a chegada de Cabral até o Brasil nos dias atuais, houve uma queda exponecial da área de biomas importantíssimos como o cerrado e o pantanal e a quase extinção com poucos resquícios da mata atlântica, vide a grande invasão dos setores agropecuários e madeireiros na região, aliado a indiferença do governo que faz com que o problema só se mantenha ainda mais persistente. Mostrando portanto a falta de consciência por parte da nação e dos governantes acerca do assunto.
Com a vinda dos potugueses ao novo mundo e o estabelecimento de uma política de extração dos recursos presentes na região (inicialmente com o Pau-Brasil), o país tupiniquim incorporou a partir de então uma política de esfera macroeconômica de exploração constante de seus recursos naturais. E desde então, utilizando de meios agressivos e não sustentáveis para os adquirir, como por exemplo a extração de jazidas minerais de ouro em Minas Gerais e recentemente na Região Norte com a utilização de metais pesados e poluentes como o mercúrio, isto vêm afetando severamente a biodiversidade da região explorada e também causando grandes problemas para a população local. Além de também causar grandes prejuízos para o estado (por grande parte delas serem ilegais) e contribuirem para o surgimentos de diversos problemas de calamidade sanitária e de saúde pública (como o desenvolvimento de câncer por exposição constante a mercúrio).
E aliado a estes tramites, há a contradição de a alguns anos atrás o Brasil liderar o ranking de sustentabilidade e conservação da biodiversidade e em 2019, um ano após a posse de Jair Bolsonaro a presidência da república, este superar o recorde de queima e destruição das florestas, com grande ressalva no Pantanal e na Amazônia. Porém as políticas de caráter político e econômico de Bolsonaro aliado ao plano de retomada de economia do ministro da fazenda Paulo Guedes e de garantia de apoio pelo congresso, mostrou estar estritamente aliado com a política pecuarista e extrativista de madeira da região de violar as reservas indígenas e as áreas de proteção ambiental muitas vezes violentamente.
E levando em tese os seguintes problemas, há de se levar em teoria que o governo necessita urgentemente delimitar melhor o setor de extração de suas commodities, visto as consequências climáticas e sanitárias que estas vêm apresentando. Portanto vale ressaltar o apoio a entidades de proteção e apoio a natureza e a biodiversidade, junto a uma política de extração mais sustentável e renovável dos recursos naturais de seu território.