A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 15/10/2021
A Constituição Federal assegura que o Estado brasileiro deve proporcionar um ambiente ecologicamente estável, visando o bem-estar social, contudo, o país tem apresentado diversos problemas ambientais. O Estado, ao não regulamentar e fiscalizar a iniciativa privada de forma eficiente, fere a constituição e falha em conscientizar a população acerca do impacto do meio em ambiente em nossas vidas.
A título de exemplificação, as tragédias ocorridas em Brumadinho e Mariana são consequências de uma má gestão ecológica, tendo em vista que em Brumadinho o conselho gestor concedeu um licenciamento para construção, e em Mariana, por mais que a renovação da concessão tenha sido negada não houve uma fiscalização para garantir a segurança da barragem. Apesar da punição financeira, a Vale, empresa responsável por ambas as tragédias, continua a prestar seus serviços. Uma legislação tolerante como a vigente, incentiva a despreocupação com o meio ambiente e não estimula a consciência ambiental.
O despreparo da política ambiental brasileira causa não só, transtornos internos, mas também externos. O presidente da França Emmanuel Macron assim como diversos outros líderes mundiais, já criticaram diversas vezes a forma com que o Brasil tem lidado com a questão ambiental. O ápice foi quando Macron se recusou a assinar um acordo entre a União Europeia e o Mercosul devido ao descuido do atual governo brasileiro sobre o tema ecológico. O foco das críticas se dá principalmente no que tange as queimadas na Amazônia, que provém sobretudo dos grandes latifundiários, que utilizam das queimadas para acelerar o processo de crescimento da plantação. Com isso é perceptível que a falta de consciência ambiental prejudica também as relações internacionais e a economia brasileira.
Em virtude dos fatos mencionados, se torna evidente que a falta de consciência ambiental é um problema grave, que atinge diversas esferas da sociedade brasileira. Portanto, é essencial que o Ministério do Meio Ambiente aumente o rigor da fiscalização sob a iniciativa privada, por meio da contratação de novos agentes fiscalizadores. E como consequência criar uma conscientização acerca do meio ambiente na iniciativa privada, levando a uma diminuição dos desastres ambientais.