A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/10/2021
O Brasil é um país riquíssimo, possui biomas únicos com espécies endêmicas, além de uma vegetação exuberante. Entretanto, seu histórico é marcado pela ganância humana, seu território já foi amplamente explorado desde sua colonização, isso há mais de 500 anos. As consequências são extensas e visíveis, mas infelizmente para uma minoria da população que tem acesso a educação, essa falta de consciência ambiental no país é evidente e tem relação direta com a mídia e a falta de apoio governamental.
Dessa maneira, a influência midiática é verídica. Desde cedo, crianças aprendem que a água está acabando por causa do consumo residencial, nos banhos ou lavagens de carro, e por esse tipo de informação circular nos principais meios de comunicação, uma grande parcela da população é influenciada diretamente. Entretanto, informações como essas não devem ser difundidas, por serem falsas. Assim, outros tipos de informações devem de fato ter esse destaque nesses meios, como a pesquisa realizada pela Green Peace Brasil, em 2020, aonde é evidente que o principal responsável pelo consumo de água no país é a agropecuária que chega a 70%, ultrapassando fortemente o consumo domiciliar totalizado em cerca de 10%.
Além disso, é importante salientar que essa grande rede de comércio não age sozinha, mas em conjunto com o governo. Para o Brasil, um país que a maior parte da população não tem acesso a informações que mostrem o real impacto ambiental de atitudes tomadas pelo governo, ter um presidente que apoia o cegamente o agronegócio pode parecer o certo para muitos. No ano de 2020, o Bolsonaro – atual presidente do país, teve como objetivo devastar ainda mais as terras indígenas, tornando-as um terreno que virá a ser grandes plantações, todavia, cabe dizer que atualmente, o país já possui terras para gerar lucro suficiente para a economia, por outro lado, muito pouco é protegido.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para superar o quadro atual, operando em prol da economia, mas em conjunto com o meio ambiente e a população. Dessa forma, cabe ao governo federal e seu financiamento ao Ministério da Educação, a inserção de uma nova matéria no currículo obrigatório escolar - de crianças do ensino fundamental, que deve ser feita por meio do poder legislativo, votada pela Câmara e sancionada pelo presidente, respectivamente. Essa disciplina visará esclarecer questões importantes como: aquecimento global, indústria da carne, mudanças climáticas, poluição do solo, dentre outros, o objetivo será criar uma população mais crítica, pois como dizia Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.