A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2021
De acordo com o econimista Ignácio Rangel, observa-se, ultimamente, no Brasil, a expansão da fronteira agrícola como forma de ampliar a produção agropecuária, a qual direciona-se, majoritariamente, ao mercado internacional. Assim, mostra-se nítido que a falta de consciência ambiental tupiniquim deriva de seu papel histórico pré-moldado na divisão internacional do trabalho, o que exige, intrinsecamente, a superexploração de seus recursos naturais em prol da manutenção do maquinário econômica mundial. Portanto, faz-se de extrema necessidade o debate acerca das origens bem como dos fatores que contribuem para com a perpetuação da problemática.
Convém ressaltar, primariamente, as origens históricas do arquétipo agroexportador tupiniquim como principal responsável por sua degradação ambiental contemporânea. Nessa perspectiva, mediante análise politico-colonial, observa-se, assim como descrito pelo historiador Boris Fausto, a ampliação do extrativismo agro-vegetal no Novo Mundo como forma de acumulo primitivo de capitais pela metrópole ibérica. Assim, molda-se, desde os primórdios, um ideário agroexportador relacionado aos bens nacionais, o que, para o Governo Federal, mostra-se suficiente para a perpetuação desse cenário.
Ademais, deve-se realçar a intrínseca relação entre a inação estatal e a perpetuação desse contexto ecologicamente precário. Nesse sentido, é lícito referenciar o cenário geopolítico verde-amarelo contemporâneo, em que uma banca ruralista minoritária detém grande parte do poderio político. Logo, ao objetivar a concentração egocêntrica de capital, esses individuos se abstêm de suas obrigações cidadãs por expropriar antiética e ilegalmente a propriedade natural brasileira, o que, assim, compactua para com a perpetuação de tal cenário ambientalmente inconsciente.
Frente à tal problemática, faz-se urgente, pois, a mobilização do Ministério do Meio Ambiente, que, por meio de reformas legislativas, mostra-se no dever de adotar medidas que objetivem a resolução da problemática. Pode-se, desse modo, citar medidas como o aprimoramento da vigilância, por meio de investimentos em tecnologia aeroespacial, responsável por identificar a expansão de atividades danosas, para que, assim, um equilíbrio político-ambiental harmônico torne-se realidade palpável ao contexto desenvolvimentista nacional.