A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se uma realidade oposta da premissa supracitada, pois a falta de consciência ambiental em questão no Brasil representa um grave problema, que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nesse panorama, cabe analisar como a negligência governamental e a escassez de informação constituem esse impasse no país.
Em primeiro plano, percebe-se, infelizmente, que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. A priori que, segundo o portal de notícias, G1, a floresta amazônica tem o maior índice de desmatamento no atual ano. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna brasileira demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, restringida do ádito da preservação ambiental e, consequentemente, da isonomia constituinte. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção da satisfação social, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo ambiental.
Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional na atual década, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância nacional, especialmente atos de cobranças de leis básicas. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, é válido analisar que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse hodierno, na medida que a pobreza de atos de conscientização diante a ilegalidade que os direitos sociais se encontram influi decisivamente na sua precariedade e remonta o assunto, já que a carência de informação perante o tema estrutura a alienação comunitária, que nesse viés não cobra, de forma intensiva, suas garantias constitucionais. Logo, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro caótico.
Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem a falta de consciência ambiental. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do território, a intensificação do Código Penal vigente, que considera crime atos de destruição do ecossistema, mediante verbas do cofre público, com o fito de acabar com a degradação natural e constituir o ato de preservação, bem como prevenir a violação dos direitos sociais. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas informacionais, que conscientizem a nação na cobrança das virtudes da pátria. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos da obra de Maquiavel.