A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 29/10/2021

“Construimos muitos muros e pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante da falta de consciência ambiental em no Brasil, visto que esse problema é marcado na coletividade por concentrar a construção de barreiras socioambientais e a escassez de medidas para sua erradicação. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem através da omissão governamental e falhas educacionais

Nesse quadrante, é preciso, de incio, discorrer acerca da displicência do Estado. Para tanto, faz-se a oportunidade de rememorar o pensamento do Sociólogo polonês Zigmunt Bauman, segundo o qual faz-se necessário para exercer a função, operando como “zumbis”. À luz dessa lógica, bauminiama, a atitude passiva expõe a face zumbificada do Ministério do Meio Ambiente, dado que embora seja responsável pela proteção e recuperação ambiental, essa instância se omite de sua função. Isso promove uma adversa conjuntura: devido a carência de ações informativas, alertando sobre a importância de preservar o meio ambiente. Logo, não é razoável que este órgão ecossitêmico protagoniza a pobreza do conhecimento ambiental na Nação Verde e Amarela.

Outrossim, é imperativo pontuar as imprecisões educacionais como agravante dessa problemática. Sob essa perspectiva, o escritor brasileiro Paulo Freire, defende uma educação crítica, que forme seres pensantes, com capacidade de reflexão, ou seja, verdadeiros cidadãos. Entretanto, nota-se, que o modelo de ensino prioriza conteúdos técnicos e tradicionais, negligenciando o conceito de estimular atitudes empáticas como a preservação da natureza. Dessa forma, a falta de atividades escolares que abordam temas ecológicos, faz com que os possuem poucos conhecimentos desse assunto.

É crucial, portanto, superar a gênese desse desafio. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, como instância máxima na administração executiva, criar expedições informativas para a valorização do meio ambiente. Isso pode ser feito, por meio de anúncios informativos em canais midiáticos como o Instagram e Facebook, de forma que possa proporcionar aos cidadãos maior conhecimento dessa temática. Além disso, as instituições de ensino devem promover debates e palestras, mediadas por professores de geografia e membros do IBAMA, podendo ocorrer maior ensino aos alunos sobre esse assunto. Espera-se, com essas medidas, construir mais pontes e derrubar os muros existentes associados a consciência de preservar a biodiversidade refutando a premissa de Newton.