A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito ao bem-estar e à educação como inerentes a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com  ênfase na prática ao se analisar o contexto da falta de consciência ambiental em questão no Brasil com fundamento na falta de educação e patriotismo. Dessa forma, não só o a negligência do Estado, como também o silenciamento social corroboram com a permanência do problema, o que torna necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se destacar a falibilidade estatal como impulsionadora da falta de respeito para com o meio ambiente vigente na sociedade. Nesse sentido, é fundamental que o poder público efetue seu dever em garantir o ensino público para a população verde e amarela, para que a consciência cidadã possa ser aflorada com o tempo e o bem-estar possar ser gozado, o que infelizmente não ocorre no Brasil. Dessa forma, de acordo com o filósofo contratualista John Locke, o estado está executando a quebra do “contrato social”, pois não exerce sua função em garantir direitos básicos à população, como a educação.

Ademais, é fulcral apontar o silenciamento social como promotor do impasse. Seguindo essa ótica, Frida Kahlo, importante pintora mexicana, ao pintar o seu autorretrato de diversas maneiras e estilos, mostrou a importância de se debater constantemente determinados assuntos, para que suas causas e consequências possam ser evidenciadas. Contudo, o que se vê no Brasil hodierno destoa disso, haja vista que os brasileiros não debatem em busca de solucionar problemas ambientais com a constância necessária, o que faz com que a consciência ambiental não alcance uma larga escala e o problema não seja solucionado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Poder Executivo, faça o direcionamento de capital na criação de mais escolas públicas de qualidade e, além disso, também crie propagandas de valorização do meio ambiente, a fim de atenuar os problemas na natureza que são causados pela falta de consciência da população que não reconhece o valor do meio ambiente e não debate sobre o tema e também que haja a garantia da educação para os brasileiros. Assim, se tornará possível a construção de uma sociedade cada vez mais consciente, justa e permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.