A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2021

A natureza é degradada desde que o homem sofreu o processo de sedentarização, porém, com o decorrer da história, a exploração de recursos ambientais aumentou gradativamente, especialmente em ocorrências, como a Revolução Industrial no século XVIII na Inglaterra, o que promoveu a urbanização e avanços para a sociedade, ao mesmo tempo que colaborou para o aumento da poluição e extração de matéria prima. Sendo assim, a falta de consciência ambiental no Brasil se dá, principalmente, por questões históricas e por interesses econômicos ligados à agropecuária.

Em primeiro lugar, é importante aclarar as questões históricas que cercam a temática. Com a chegada, em 1500, dos portugueses ao Brasil, iniciou-se a retirada do pau-brasil no período pré-colonial, para que tal matéria prima fosse comercializada na Europa e, com isso, deu-se início à exploração ambiental na colônia. Por conseguiente, houveram diversos ciclos econômicos baseados na remoção de recursos do meio ambiente, como a cana-de-açúcar e o ciclo da borracha. Logo, o Brasil se desenvolveu baseando sua economia na extorção dos recursos naturais e não implementou o ideal de consciência ambiental, somente o da extração da maior quantidade de riquezas que gerassem lucro.

Não obstante, hodiernamente existe um dos maiores ciclos econômicos exploratórios da humanidade, a agropecuária. Em virtude das consequências ambientais apresentadas por tal atitude, por exemplo o aumento da temperatura da Terra e a elevação dos mares e derretimento das calotas polares, a Organização das Nações Unidas promoveu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a Agenda de 2030, entre os quais constam a preservação de ecossistemas e da biodiversidade, bem como combater as mudanças climáticas, esses que só serão possíveis com a criação e exacerbação da consciência ambiental, uma vez que o desmatamento realizado pelo setor agropecuário causa danos extensos para a natureza. Dessa forma, vê-se necessária e urgente a criação de políticas públicas taxativas sobre as questões ambientais e o esforço governamental para a formação de uma consciência ambiental.

Em síntese, a supressão da consciência ambiental no Brasil é de cunho histórico e econômico, e medidas se fazem necessárias. Portanto, é necessário que a União, em parceira com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Comunicação, crie campanhas televisivas e palestras na rede de ensino, por meio de acordos entre o Estado e empresas privadas, a fim de que seja aclarada a importância da preservação ambiental, haja vista que é preciso a compreensão de como a formação da nação influenciou nas questões atuais conectadas ao meio ambiente, com o objetivo de que floresça uma consciência para com a natureza. Só assim o impasse será mediado.