A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 06/11/2021

No que tange à colonização brasileira, é incontrovertível que a exploração desenfreada existente naquele período degradou, imensamente, elementos nativos, a exemplo do pau-brasil. Nesse ínterim, ao se observar o cenário tupiniquim hodierno, percebe-se que tal degradação ainda é recorrente, o que evidencia a falta de consciência ambiental brasileira, a qual tem sido negligenciada e desconhecida por parte da população. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, cujas principais causas são a insuficiência legislativa, além da lacuna educacional vigente quanto ao desenvolvimento sustentável e a sua importância.

Diante disso, primeiramente, o ineficiente amparo legislativo contribui para a persistência do problema. Conforme Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Nesse aspecto, é notório que tal base está comprometida, com relação às questões ambientais, uma vez que há o descumprimento recorrente das atuais leis de preservação ambiental e, quando conhecidos os infratores das mesmas, a penalidade não é devidamente aplicada. Consequentemente, o prejuízo à biodiversidade, infelizmente, aumenta, concomitante à perda de espécies nativas. Logo, urge a priorização do cumprimento efetivo das leis existentes, segundo o ideal aristotélico.

Segundamente, a precária base informacional a respeito da conservação ecossistêmica é um entrave ao problema. Consoante à ética planetária de Hans Jonas, o homem tem o dever moral de preservar a natureza para as futuras gerações. Dessa forma, a pouca abordagem educativa supracitada influencia diretamente na consciência sustentável da sociedade, visto que muitas famílias paupérrimas, devido à falta de informações, utilizam métodos nocivos ao meio ambiente, como as queimadas, para as atividades necessárias ao sustento familiar. Tais fatores tendem a causar danos irreversíveis à fauna e à flora brasileiras, já que essas famílias transmitem seus conhecimentos, não sustentáveis, às futuras gerações.

Portanto, tendo o exposto em vista, medidas devem ser tomadas. Destarte, a fim de promover um uso dos recursos ambientais sustentável e seguro, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve facilitar o acesso à educação ambiental pela população, por meio da criação de campanhas, em escolas e em locais públicos, que ensinem os métodos necessários à conservação natural, como a rotação de culturas e o reflorestamento. Ademais, é preciso intervir sobre a insuficiência legislativa presente no problema. Assim, será possível despertar uma consciência ambiental na comunidade canarinha.