A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 10/11/2021
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser-humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do capitalismo, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Entretanto, o que se vê no cenário brasileiro é o desleixo para com a sustentabilidade ambiental, por parte, inclusive de autoridades. Quanto às causas, pode-se apontar dois fatores: o déficit educacional e a insuficiência legislativa.
De início, sobre a educação, sabe-se que ela é um dos principais fatores na economia de um país, e, como décimo terceiro colocado na economia mundial, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade é o oposto e o resultado desse contraste é refletido no desenfreado e irresponsável desmatamento e nas queimadas na Amazônia e no Pantanal, pois, como cita o filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Refletindo sobre esse conceito, vê-se que parte fundamental para o desenvolvimento sustentável passa por melhoria do conteúdo e do sistema de ensino popular.
Ademais, faz-se relevante salientar a insuficiência legislativa, ou seja, ausência de leis e/ou falhas em suas aplicações, como impulsionadora do problema, visto que, segundo o Greenpeace (Organização Ambiental sem Fins Lucrativos), mesmo sendo proibidas por lei, desde Julho a Amazônia e o Pantanal registraram recordes de queimadas e desmatamento. Diante desse cenário, questiona-se, então, a idoneidade do estado, uma vez que, conforme previsto em Constituição, recai sobre este o compromisso de agir como moderador e promotor de uma justiça social eficiente.
Logo, sendo o déficit educacional e a insuficiência legislativa fatores responsáveis pelo colapso ambiental, medidas para o contorno são a inclusão de educação ecossistêmica na grade estuantil do ensino básico, além da revisão das leis e o modo como são aplicadas, como forma de garantir a erradicação de práticas destrutivas ao meio ambiente. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre o Ministério do Meio Ambiente, o Estado e o Poder Legislativo, que devem discutir, em conferências, planos e meios para executarem as soluções sugeridas. Nesse sentido, o intuito de tais ações é proteger o meio ambiente, para assegurar, assim, a devida e saudável qualidade de vida aos brasileiros.