A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 11/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os brasileiros não possuem consciência ambiental, de modo que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da banalização quanto da negligência governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcrar ressaltar a mediocrização mediante o impasse. Segundo o sociólogo alemão Georg Simmel, a atitude blasé ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença mediante às situações que ele deveria dar atenção. Sob o mesmo ponto de vista, percebe-se que a sociedade tornou banal o ato de os biomas brasileiros sofrerem desmatamentos, já que é algo que se tornou “comum” e “não há nada que se possa fazer”. Além de não se movimentarem em prol da conservação ambiental, ainda gastam água de maneira exagerada e consomem uma quantidade alarmante de sacolas plásticas, atitudes que só degradam o meio ambiente brasileiro. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a indiferença populacional contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Ademais, é importante pontuar que o desmatamento dos biomas brasileiros deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que solucionem tais recorrências. Segundo a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, que prevê, em seu artigo 6º, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, observa-se que essa não é a realidade vivenciada no Brasil, já que, segundo o site G1, em 2021 a Amazônia teve mais de 53 mil focos de incêndio. Dessa forma, percebe-se uma postura antiambiental por parte do governo, que não busca resolver esse caso alarmante de desmatamento, que é ocasionada por pura ação de indústrias e empresas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.

Dessarte, com o intuito de mitigar essas ações degradantes da natureza, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Greenpeace, orgão que visa surpir deficiências ambientais, será revertido em verbas, por meio de campanhas informativas sobre os futuros perigos que a sociedade sofrerá se não começar a ter uma consciência ambiental imediata, e campanhas que influenciem novas plantações em áreas desmatadas, - e também por meio do impedimento de indústrias e corporações se instalarem e degradarem os biomas brasileiros -, a fim de preservar a natureza brasileira para que as gerações futuras não sofram por consequências atuais.