A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/11/2021
O filme da Disney “Walle-e” introduz uma temática acerca da necessidade de um desenvolvimento sustentável e menos, abordando, também, os impactos da falta da preservação do meio ambiente no mundo. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança no que tange a uma questão de altíssima relevância na sociedade brasileira atual: a falta de consciência ambiental no país. Diante desse cenário, é urgente destacar que a ineficácia governamental e o desconhecimento populacional são fatores que dão manutenção à problemática citada.
Nesse contexto, denota-se que o Estado brasileiro tem a função de mitigar as causas e consequências da crise ecológica no país, conquanto ele não age com esse princípio. Nessa perspectiva, segundo a Constituição Federal de 1988, o âmbito governamental deve agir em prol dos biociclos e biomas existentes no território nacional, porém, fora desse pressuposto legal, não é assim que ocorre. Sob essa ótica, a organização Green Peace, por intermédio de seu site, demostrou que o Brasil, atualmente, conta com mais de 30 mil focos de calor na Amazônia e quase 7 mil focos no pantanal, fato esse que comparado aos anos anteriores demostra um aumento de quase 100% na incidência desses pontos caloríferos. Em suma, fica salientado que a promessa estatal quanto à proteção ambiental não se faz cumprida, o que acarreta, desse modo, perdas ecológicas na Terra Tupiniquim.
Ademais, é importante reiterar que o conhecimento no tema é de suma importância na luta contra a perpetuação do problema. Nesse sentido, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, afirmou que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo atual. Dessa maneira, observa-se que tal frase se assemelha à atual conjuntura brasileira, haja vista que é imperativo o papel da educação na geração de uma consciência ambiental coletiva, a qual, por conseguinte, traz uma mudança nas atitudes populacionais. Nessa lógica, observa-se que, ao mudar o comportamento do povo, pessoas conscientizadas tomarão melhores atitudes, tais como usar menos água, utilizar transportes alternativos ou, até mesmo, separar mais o lixo. Em síntese, enquanto o governo deve agir nos biomas, os brasileiros devem ter noção de como ajudar os microbiomas ou as áreas as quais eles têm contato.
Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, afim de conscientizar a população do país acerca do meio ambiente, urge ao Ministério da Educação promover programas sociais que objetivem instruir o povo quanto à realidade ecológica no país, por meio de propagandas em veículos de comunicação. Isso pode ocorrer, por exemplo, com ajuda de profissionais capacitados na área biológica e pedagógica, visando a melhor criação desses conteúdos injuntivos. Por fim, espera-se também que casos como o do filme “Walle-e” sejam, enfim, atenuados