A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/11/2021

No filme “WALL.E”, é retratado uma realidade futurista que os humanos deixaram o planeta terra devido ao acumulo de lixo e poluição da atmosfera. Nesse sentido, a narrativa revela a ausência de consciência ambiental e suas consequências. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada a conjuntura contemporânea brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente que a negligência governamental e a ausência de estímulos midiáticos corroboram para o agravamento desse fato.

Em primeiro plano, torna-se necessário destacar a incompetência do estado em combater a inconsciência ambiental no Brasil. Essa situação de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das “Instituições Zumbis”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, porém, sem cumprir sua função social de forma eficaz. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, o cidadão acaba por não ter noção de como cuidar do lugar em que vive, prejudicando o convívio e a existência de todas as pessoas que dependem meio ambiente para a sua sobrevivência. Assim, faz-se necessária uma intervenção Estatal para refutar completamente a teoria do estudioso polonês.

Ademais, é importante destacar a ausência de incentivos midiáticos para informar e conscientizar sobre a realidade brasileira à grande massa. No ano de 2020, de acordo com o Greenpeace, foi registrado um novo recorde de queimadas na Amazônia e no Pantanal, um aumento de mais de 105% em relação ao ano de 2019. Diante de tal exposto, caso os grandes veículos de imprensa continuem a não propagar campanhas de conscientização, os números tendem a aumentar exponencialmente, prejudicando todos os seres dependentes do meio ambiente. Logo, é fundamental a ação publicitária da mídia para diminuir os dados expostos pela organização.

Portanto, é mister que o Governo tome as providências para amenizar o quadro atual. Para combater a falta de consciência ambiental nas terras tupiniquins. Urge que o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com os veículos midiáticos, crie programas informativos, através de recursos públicos, de modo a conscientizar os brasileiros sobre o valor do meio ambiente. Informando não só sobre a perca eminente da fauna e flora, mas também, sobre a importância dela para os povos que dependem dos recursos naturais para sobreviver. Somente assim, será possível formar uma consciência ambiental na população, fazendo com que os números apresentados pelo Greenpeace fiquem no passado.