A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 10/01/2022
A constituição cidadã, promulgada em 1988, impõe os deveres do estado e garante direitos aos cidadãos, um exemplo, é a defesa e preservação dos recursos ambientais que contribuem para o bem estar social. No entanto, a falta de ações governamentais, como a fiscalização e o fornecimento de educação ambiental, que podem proporcionar tal direito, contradiz a constituição. Assim, é necessário que medidas sejam tomadas para mudar essa realidade que diverge do ideal.
Em primeira instância, a inoperância do Estado diante de catástrofes previsíveis e crimes ambientais revela a falta de consciência ambiental presente no próprio governo. A exemplo disso, tem-se o rompimento da barragem de Mariana em 2015, que, de acordo com o G1, foi uma tragédia que poderia ter sido evitada se os reparos necessários tivessem sido verificados e restaurados, mas, o resultado foi o despejo de uma extensa lama que devastou muitos municípios de MG e contaminou o solo e rios importantes na área. Para que isso, então, não seja repetido, é essencial que o governo esteja ciente das potenciais problemáticas que ameaçam o ecossistema brasileiro e intervenha para que não chegue ao caos ambiental.
Ademais, a educação brasileira, que deveria preparar os indivíduos para viver em sociedade, é obsoleta por não abrager de maneira inteirissa assuntos como o meio ambiente. Em relação a isso, o educador brasileiro, Paulo Freire, nomeou a educação brasileira de “educação bancária” por se basear no depósito de conhecimentos sem a preocupação com a qualidade e ultilidade prática. Logo, essa falha educacional ao não proporcionar aos estudantes o meio e o modo de colocar em prática o ensinado nas salas de aula, contribui para a permanência da ignorância na sociedade.
Desse modo, o ideal é que a fiscalização ambiental seja priorizada junto à educação populacional. Então, o governo federal, responsável por financiamento de projetos nacionais, deve direcionar mais verba para o Ministério do meio ambiente, para que esse, através do IBAMA, potencialize as fiscalizações e aja de acordo com a legislação. Além disso, o Ministério da Educação deve reformular o ensino, de modo que métodos mais eficientes de ensino, com atividades extracurriculares que envolvam a prática do conhecimento e materiais lúdicos, sejam incorporados nas escolas. Assim, é esperado que, com a mudança e intervenção do Estado, o Brasil não sofrerá tanto com ações contra o meio ambiente.