A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 15/02/2022

Em “Os Lusíadas”, Camões narra a expansão marítima portuguesa por um viés antropocêntrico, sendo o homem responsável por suas mazelas e conquistas. Fora da ficção, a realidade brasileira atual demonstra que a sociedade não entende-se como responsável pelo problema da falta de consciêcia ambiental.Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de investimentos e base educacional lacunar.

Convém ressaltar, a princípio, que a escassez de investimento é um fator determinante para a persistência do problema.Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre

problemas coletivos, como a questão da carência de concientização ambiental, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Outrossim, a base educacional lacunar ainda é um grande impasse para a

resolução da problemática.Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange insuficiêcia de esclarecimento ambiental percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual.Sendo assim, é essencial que o MEC-Orgão reponsável pela formação civil-, em parceria com empresas, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores possam discutir questões como a falta de consciêntização ambiental, e consigam, assim, propor diferentes soluções em conjunto com os alunos.Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável portudo e por todos os seres humanos”.