A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 11/04/2022
Ao escutarmos músicas, ler poemas, conversar com pessoas que moram na cidade de São Paulo há muito tempo, com toda certeza uma hora será mencionado o apelido “terra da garoa”. Há relatos que houve chuva durante um ano inteiro. Porém, ao lermos o jornal ou assistir ao noticiário tornou-se frequente as frases, “O Brasil está passando por uma críse energética”, “A falta d’água está assolançando o país a fora”. Pois bem, o ano de 2021 foi marcado por uma dessas críses e, certamente, podemos ligar o papel do Estado, o desmatamento desenfreado e a falta de chuva. Além disso, por que não há um debate amplo sobre o tema?
Primeiramente, somos reféns das hidrelétricas. O nosso país é potência quando o assunto é a construção delas. No entanto, como é a principal fonte energética do país, dependemos muito das precipitações atmosféricas para haver luz, mas em um país com falta de consciência não conseguiremos iluminar nosso futuro. A devastação exacerbada, principalmente na região amazônica, está escurecendo nosso futuro. Dependemos dos corredores de chuvas, que são formados por essa região, para abastecermos nossos gigantescos geradores.
Segundamente, para John Locke, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade, e não é isso que estamos vendo. O descaso na área ambiental é imensurável, na verdade, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no ano de 2021 tivemos um aumento de 21% comparado com o ano anterior que já vinha mostrando números assustadores. Em relação ao compartamento do governo, não vemos soluções e muito menos conscientizações, e sim um amplo discurso contrário os dados.
Portanto, há elementos de sobra para afirmarmos que a incompetência da classe política é a raíz do problema. Em uma nação que possuí a maior floresta tropical, com a maior biodiversidade e totaltamente dependente dos seus mandos de chuvas, não podemos tolerar tal comportamento. Há diversas áreas que possuem qualificação e equipamentos para a monitoração da Amazônia, como foi recentemente enviado o satélite para o monitoramento da mesma. Enfim, precisamos de uma ação conjunta do Governo Federal, Ministério do meio ambiente e o INPE para realizarmos uma árdua vigilância do pulmão do Brasil.