A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 12/04/2022

Na animação japonesa “Princesa Mononoke”, a trama é baseada na degradação trazida pela intervenção humana no meio-ambiente: os “espíritos da natureza” contra a exploração mineral em larga escala cometida por uma comunidade local. Fora da ficção, a falta de consciência ambiental com propósitos lucrativos, bélicos ou esportivos também é uma realidade e, assim como no filme, tem graves consequências ecológicas. Nesse sentido, no Brasil, são preocupantes a destruição da biodiversidade e os resultados em longo prazo desse fenômeno antrópico.

Em uma perspectiva inicial, é importante reconhecer o descaso com a natureza como uma prática presente no país desde a chegada dos portugueses, cujo principal interesse sempre foi o extrativismo. Sob essa ótica, no filme “Pocahontas”, a protagonista indígena faz notar a ignorância colonial na América, em que, segundo ela, os colonos não tinham interesse e sequer reconheciam a vida inerente ao solo, às plantas e aos animais, em uma comparação com o que ocorreu na real invasão do continente. Em poucos termos, a biodiversidade brasileira - e americana como um todo - sempre esteve sob os riscos da avareza humana, perpetuados desde o período da colonização, e essa situação não pode continuar.

Ademais, também é relevante entender como essa falta de consciência ambiental é problemática para as futuras gerações. Nessa lógica, a ativista sueca Greta Thunberg, que ficou internacionalmente conhecida por ações e discursos ambientalistas, desenvolve justamente essa preocupação de que a ignorância ambiental compromete em longo prazo a existência de um futuro para a humanidade e que o planeta já começou a mostrar sinais de exaustão como, por exemplo, com o aumento das temperaturas globais, que precisam ser remediados.

Desse modo, medidas são necessárias para combater a falta de consciência ambiental no Brasil. Portanto, é de responsabilidade do Ministério da Educação - principal mediador da regulação do conhecimento nas escolas brasileiras para as novas e presentes gerações -, por meio da inserção de práticas e palestras acerca da importância da preservação da natureza no currículo escolar, instituir bases para a ciência da relevância dos ecossistemas nacionais. Assim, finalmente, será possível fortalecer a pauta ambiental em curto e em longo prazo no país.