A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 04/05/2022

Durante a primeira fase do Romantismo, a literatura retratou em seus poemas e prosas a relação harmônica que os índios possuíam com a natureza. Entretanto, na atual realidade brasileira, essa dinâmica é cada vez mais rara na sociedade, ao passo que a lamentável falta de consciência ambiental da população catalisa a degradação do meio ambiente. Isso ocorre, ora pelo papel lacunar da escola, ora pela falta de responsabilidade social.

Em primeira análise, a negligência escolar corrobora para a banalização de práticas nocivas à natureza. Nesse viés, o pedagogo Paulo Freire fundamenta que a escola deve atuar na construção de alunos críticos, para que assim, se tornem cidadãos conscientes. Todavia, tal pensamento não é aplicado na prática ao analisar as ações maléficas que a maioria da população realiza no meio ambiente pela falta de conhecimento acerca das questões desse cunho. Desse modo, configura-se como um exemplo desse processo as constantes queimadas de lixo domiciliar por comunidades rurais que, muitas vezes, tiveram acesso à uma educação deficitária e não sabem as reais consequências de suas ações.

Outrossim, a irresponsabilidade social dos indivíduos dificulta ainda mais a resolução dessa chaga ambiental. Sob essa ótica, o filósofo alemão Hans Jonas, infere que a ética deve ir além dos padrões morais e sociais, mas também estender-se para o campo da natureza. Contudo, essa lógica não se aplica no mundo contemporâneo, visto que com o avanço da tecnologia é notório como o homem e a natureza passaram a ter uma relação cada vez mais superficial, o que culminou na perda de consciência e pertencimento com o meio em que vive e, por conseguinte, a falta de respeito com o meio ambiente, poluindo cada vez mais os rios, o solo e a atmosfera.

Portanto, as escolas - esfera social que constrói a visão de mundo da sociedade - devem desenvolver o senso crítico dos alunos no que tange ao real impacto de cada ação do homem na natureza, por meio de palestras lúdicas com biólogos a afim de construir uma relação como a retratada nos poemas indianistas, para que assim, a degradação ambiental seja atenuada.