A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 23/06/2022
Um conhecido proverbio indígena afirma que “Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.”. Com efeito, é notável que a falta de consciência ambiental, referida no provérbio citado, é uma realidade que precisa ser combatida. No Brasil, essa questão se desenvolve por meio tanto da negligência do poder público, como da apatia social.
Nessa linha de raciocínio, a incúria estatal age como um catalisador para a problemática. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o indivíduo deve agir segunda a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Nesse sentido, movido por interesses de terceiros ou pressão política, a falta de consciência ambiental no cenário governamental é uma constante preocupante. Em virtude disso, diversos políticos omitem dados, desviam verbas destinadas à preservação da natureza e negam a existência de uma realidade assustadora do cenário ambiental, contribuindo diretamente para o desgaste do mesmo.
Além disso, a apatia social é um elo produtivo na degradação do meio ambiente. Com isso, seja por falta de informação ou mesmo por puro descaso com a natureza, o indivíduo contribui para o desmatamento, desertificação e poluição do meio. Sob essa perspectiva, segundo o co-fundador do Greenpeace, Paul Atson, nota-se que o que falta para a sociedade é a habilidade para viver em harmonia com o meio ambiente. Sendo assim, para ser combatido com eficácia, é imprescindível que o tema seja amplamente debatido, questionado e examinado.
Portanto, urge que a escola, como instituição formadora de pessoas, introduza o tema do meio ambiente com mais frequência, através de debates com os alunos e, também, com palestras abertas ao grande público, a respeito da falta de consciência com a natureza, mostrando a importância da preservação, de modo a mitigar essa problemática. Para que, feito isso, o cenário de escassez e destruição descrito no provérbio indígena supracitado nunca se consolide.