A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 05/11/2022
O filme “Lórax: em busca da trúfula perdida”, retrata como a ganância e o consumismo transformaram uma cidade, antes cheia de árvores e, agora, com plantas artificiais. Em consonância com a realidade da sociedade brasileira, houve grande capital investido para atrair empresas e, com isso, foi se perdendo as áreas naturais. Dessa maneira, é evidente a falta de consciência ambiental e, principalmente, de responsabilidade social por parte das empresas no Brasil.
Nessa perspectiva, a Primeira Revolução Industrial, iniciada na Inglatera em meados do século XVIII, contribuiu expressivamente no aumento do desmatamento e poluição ambiental, visto que ampliou a demanda de produtos e, consequentemente, surgiram as grandes empresas. Paralelamente, nessa mesma época, ocorreu a descoberta da queima de carvão mineral como fonte de energia e, assim, intensificou a poluição atmosférica. Concomitantemente, no Brasil não tardou a chegada das indústrias e, desde então, é retirada vegetação nativa em favor do consumismo exagerado.
Além disso, a falta de responsabilidade social, por parte das empresas, é observada há anos. Bem como, no governo presidencial de Juscelino Kubitschek, no final da década de 1950, marcado pelo grande avanço industrial e econômico para a sociedade brasileira. Contudo, o objetivo era investir muito capital, através de empréstimos, para atrair indústrias estrangeiras. Sendo assim, os locais destinados para a ocupação das empresas eram desmatados e compreendem os territórios de predominância do bioma da Mata Atlântica -atualmente, é classificada como “hotspot”, ambiente degradado com pouca vegetação nativa remanescente.
Fica exposta, portanto, a necessidade de preservar o meio ambiente e maior responsabilidade nas atitudes dos cidadãos brasileiros. Para isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, promover mudanças na regulamentação das infrações ambientais, através do aumento na taxa de multa e, ainda, incentivar a consciência ecossistêmica por meio de palestras educacionais. Para assim, o Brasil desenvolver uma política de sustentabilidade e não ir de encontro com a situação da cidade artificial do filme “Lórax”.