A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/10/2023

Segundo o filósofo Rousseau, a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos. Contudo, diante da falta de consciência ambiental no Brasil, nota-se que o corpo social não atribui a devida importância ao assunto, e isso é uma realidade que precisa ser revisada. Por isso, é importante abordar problemas como a falta desse assunto no âmbito escolar e as poucas ações tomadas em prol da integridade ambiental paralela ao desenvolvimento industrial.

Nesse contexto, é necessário observar que o desenvolvimento de hábitos ecologicamente sustentáveis é um tema que precisa ser mais discutido no cenário educacional. Acerca disso, de acordo com a professora doutora em educação, Vera Maria Candau, o sistema de ensino está preso aos moldes do século XIX e não se atenta às inquietudes hodiernas. De maneira análoga à ideia da intelectual, muitas escolas focam no desempenho acadêmico e deixam em segundo plano aspectos da formação cidadã, como métodos de reciclagem de embalagens alimentícias ou de descarte de lixos eletrônicos. Logo, essa negligência dos educandários colabora para que o assunto continue sem visibilidade dentro de sala de aula.

Também, como consequência dessa alienação, percebe-se que a prática degradante do desmatamento persiste como pilar da industrialização. Nesse sentido, conforme o filósofo Heráclito de Éfeso, nada é permanente, exceto a mudança, ou seja, a sociedade está propensa às mutações. No entanto, se o Estado não agir, a fiscalização precária contribuirá com a urbanização descontrolada e a retirada excessiva de recursos - desde minerais preciosos, como o lítio, que pode ser usado na fabricação de melhores bateria, até hectares inteiros de florestas, para a confecção de móveis domésticos e folhas de papél.

É indubitável, portanto, que a falta de consciência ambiental no país configura-se como um impasse que precisa ser resolvido. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo ensino no Brasil - incluir na grade escolar aulas e palestras que tornem evidentes o impacto do desequilíbrio ambiental na vida do ser humano, por meio de investimento e incentivo governamental, de forma a pressionar as grandes corporações a procurarem por métodos mais sustentáveis de produção. Assim, a realidade aproximar-se-á da idealizada por Rousseau.