A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/07/2024

A Constituição de 1988 assegura a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, tal regulamento não tem sido o suficiente para lidar com a falta de consciência ambiental no Brasil, que persiste em pleno século XXI, pondo em risco diversas áreas florestais e marítimas. Com isso, emerge um grave problema em virtude do legado histórico e da priorização dos interesses financeiros.

Em primeira análise, ressalta-se que o legado histórico é um desafio presente no contexto. Chimamanda Adichie defende que a mudança do “satus quo” -o estado das coisas- é sempre penosa. Tal premissa é verificada no processo de desenvolvimento do país, visto que, por séculos, o Brasil promoveu a sua ascensão econômica baseada na degradação ambiental, como o desmatamento e a extração de minério. Isso colaborou diretamente com a formação de uma consciência ambiental enfraquecida pela sociedade, causando a perpetuação do problema. Diante disso, é necessário que o Estado reverta a situação.

Além disso, outro fator influenciador é a priorização dos interesses financeiros. Para Bauman, “os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado”. Tal máxima é nítida na falta de consciência ambiental, já que, por vezes, o interesse mercadológico é priorizado, fazendo com que preocupações ambientais não sejam levadas em consideração. Diante disso, é comum que empresas não adotem estratégias de desenvolvimento sustentável, o que gera graves impactos negativos no meio ambiente, como a contaminação do solo e da água. Logo, é preciso intervir sobre a lógica de mercado.

Portanto, é indispensável agir sobre o caso. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar a matéria de sustentabilidade na grade curricular fundamental, por meio de aulas teórico-práticas, com o intuito de reverter o legado histórico. Tal ação pode, ainda, ser promovida com a consulta e participação de ambientalistas. Além disso, é necessário intervir na priorização de interesses financeiros que ainda impera na sociedade. Dessa forma, será possível garantir o regulamento disposto na Constituição.