A função do jovem no século XXI

Enviada em 03/10/2019

A literatura, tanto no Brasil quanto em outros países sempre retrata o jovem como o estopim de grandes revoluções e mudanças. São exemplos desse fato, os livros de Jogos Vorazes, Harry Potter, Eu e Meu Guarda-Chuva e Menino Maluquinho, em que seus personagens juvenis fazem grandes mudanças as pessoas e ai espaço ao seu redor. Toda via, esse potencial do jovem na realidade precisa ser melhor explorado, já que a maioria das escolas e universidades não motivam seus alunos e só depositam o conhecimento, fora que o Estado limita os institutos que tentam desenvolver à função do jovem no seculo vigente.

Dessa forma, muitas unidades de ensino não estimulam seus alunos a questionar sobre a realidade e entender como melhora-lá. Com isso, elas limitam o talento do estudante, tornando eles alienados ao meio que estão inseridos, perdendo grandes e inovadoras propostas à sociedade. Deste modo, observa-se a ideia proposta por Freire, da “Educação Bancária”, em que as escolas depositam o conhecimento no aluno e depois cobram esse conhecimento em provas, sem desenvolve-lo, como  um empréstimo . Disso, as acadêmias perdem seu potencial de esclarecimento do indivíduo, como proposto pelo educador Paulo Freire.

Além disso, as escolas e universidades que tentam mostrar ao jovem sua função social, são barradas com leis e propostas que o Estado impõe. Como exemplo, temos a proposta das “Escolas sem partido”, claro meio de intervenção de debates nas redes de ensino sobre a política. Isso ocorre, pois o jovem como retratado nas literaturas sempre estão a frente das revoltas e manifestações, como por exemplo, a Revolta das flores em 1974, em que muitos foram em manifestações pacificas com flores nas mãos e em 2019, na cidade de Moscou, onde uma ativista leu seu direito de manifestar pacificamente sua revolta para soldados que a tentavam impedir. Sendo estes, aqueles que não tiveram uma educação bancária e sim esclarecedora e libertadora.

Dado o exposto, é necessário que as escolas revisem seus métodos de ensino, não sendo limitados negativamente pelo Ministério da Educação. Isso deve ser feito, por meio de debates, palestras, recreações e aulas com especialistas no assunto, para fazer os jovens questionarem sobre sua realidade e desenvolvam seu papel na sociedade.