A função do jovem no século XXI
Enviada em 12/02/2020
A recente geração de jovens, conhecida como “geração Z”, promete mudar a forma como a sociedade se vê. O coletivismo, sob essa ótica, é a palavra chave para resolver os problemas sociais e políticos que surgem no final do século XX. Assim, o jovem do século XXI tem-se mostrado um sujeito engajado politicamente, uma vez que permite o debate sobre temas poucos discutidos no século passado.
A priori, a humanidade, apesar de desfrutar do nítido avanço tecnológico, tem lidado com as mudanças climáticas que ameaçam a sua existência. Nesse contexto, jovens em todo o mundo iniciaram o movimento global Fridays for future, com a intenção de protestar contra as poucas ações governamentais para a resolução dessa problemática. Dessa maneira, mesmo com a forte resistência das instituições sociais, tais indivíduos usam as redes sociais e a escola como veículo de propagação de seus ideais.
Nesse sentido, a atuação política não se restringe somente ao meio ambiente, eles querem mudar a política tradicional e torna-la mais inclusiva. Em contraste ao jeito político conservador, debatem sobre o feminismo, racismo, homofobia, corrupção e questionam o padrão corporal imposto pelas instituições da sociedade. No Brasil, por exemplo, a mudança política vem de fora para dentro: Organizações Não Governamentais, como o Movimento Acredito e Agora, possuem lideranças jovens que trazem mais indivíduos ao debate político e à problematização social. Dessa forma, é inegável a forte presença da geração Z nas transformações sociais de seus locais de origem.
Portanto, é percebível a influência política que o jovem possui hoje na sociedade. Para que isso tenha continuidade, é necessário que a ONU (organização das Nações Unidas), em parceria com a Unicef, incentive ainda mais a participação política da juventude. Por essa lógica, é importante que criem um programa para selecionar jovens ativos politicamente para discursar sobre os problemas sociais que os infligem. Isso poderia ocorrer uma vez por ano, por um processo seletivo nas escolas, de modo que selecione ativistas em campanhas que tenha algum impacto em sua comunidade. Somente assim é possível incentivar novas práticas e aproximar essa nova geração das autoridades mundiais.