A função do jovem no século XXI
Enviada em 17/04/2020
Movimento Caras-pintadas, Diretas já e Primavera Árabe são exemplos de manifestações que mostram o poder de mobilização dos Jovens na história do Brasil e do mundo. Diante disso, faz-se primordial a utilização dessa força por esse grupo não só para alcançar mudanças no cenário político, mas também para alterar os paradigmas histórico sociais que impedem a formação de uma sociedade justa.
Um caso mais recente foi a Primavera Secundarista que levou estudantes a ocuparem mais de mil escolas pelo Brasil, impedindo o fechamento de centenas de salas de aula em São Paulo. Comemorado em 12 de agosto, o Dia Internacional da Juventude levantou debates que tiveram como tema a “Participação Cidadã da Juventude”, escolhido pelas Organizações das Nações Unidas (UNO) no ano de 2013.
O tema levantou argumentos nas duas pontas do processo, por um lado é importante modificar a estrutura das instituições para que elas se tornem mais abertas para ouvir as demandas dos jovens, por outro é igualmente fundamental fazer a juventude se interessar por política e criar uma cultura de participação. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em torno de 16% da população do mundo tem entre 20 e 29 anos, mas essa faixa etária representa apenas 1,6% de parlamentares, dos quais a maioria são homens, de acordo com a UNFPA.
A importância da participação dos jovens na política é evidente, para isso, o Ministério da Educação deve propor ensino político (apartidário) nas escolas para despertar interesse nos alunos e para criar cidadãos que saibam seus direitos e lutem por seus objetivos. Além disso, organizações não governamentais, aliadas à mídia, podem ressaltar a importância das causas sociais, como o feminismo e a defesa dos homossexuais, por meio de comerciais e palestras, a fim de que as crianças cresçam e possam lutar também por elas. Somente assim poderemos desfrutar de uma sociedade mais digna e igualitária.