A função do jovem no século XXI
Enviada em 24/04/2020
No decorrer do ano de 1992, o movimento estudantil brasileiro composto de inúmeros jovens, denominados popularmente como “caras-pintadas”, realizou protestos em prol de exigir o impeachment do presidente, Fernando Collor de Mello, o qual obteve êxito em suas ações. Apesar de as atitudes juvenis exporem eficiência, bem como agregação ao quadro político hodierno, a sociedade concomitantemente negligencia tais fatos e revoga qualquer uma de suas atuações públicas. Diante desta perspectiva pós-moderna, convém analisarmos os fatores que incitam estes comportamentos.
Desde a Idade Antiga, a civilização romana detinha senados constituídos somente por um conselho de anciões, que eram os responsáveis por debater questões políticas em voga na época e representar os interesses de seus clãs. Embora tal panorama tenha abrandado no decorrer do tempo, atualmente ainda há este marcante traço impregnado no contexto político, visto que de acordo com o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), os jovens compõem apenas 3% das bancadas no congresso brasileiro, uma lastimável minoria. Acerca disso, é pertinente inteligir que tal cenário é fruto da ausência de exortações provindas do corpo social no que diz respeito ao ingresso juvenil no sistema, provocada em face da ojeriza à política e sua histórica conspurcação.
Outrossim, é válido ressaltar que esta problemática está relacionada à corrente inexorável do preconceito enraizado na sociedade brasileira, que é impulsionado pelo desdém dos conservadores sobre a capacidade cultural de um jovem cidadão. Deste modo, se estabelece uma relação desarmoniosa entre os membros de um país, os quais ficam suscetíveis à censura e, por conseguinte, comprometem sua liberdade de expressão. Neste contexto, é fundamental destacar a Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante o direito à liberdade de expressão a todos os indivíduos, dessa maneira, compreende-se que esta seja uma peça essencial da democracia.
A contribuição desta faixa etária é indubitavelmente imprescindível para a constituição de uma nação como um todo. Portanto, são indispensáveis medidas capazes de mitigar estes efeitos contrários a esta representação no quadro contemporâneo. Assim é mister que o Governo Federal e o Ministério da Educação, juntamente com as Prefeituras Municipais instituam campanhas on-line, escolares, por meio de agentes governamentais, que visem a aproximação do cotidiano em meio público e o interesse sobre a representação de ideais. Além disso, é necessário exaltar o projeto de vereador mirim, o qual irá representar o interesse juvenil e assegurar a desconstrução da leniência das leis em relação à liberdade de expressão. A partir destas ações, espera-se diminuir o preconceito e a afirmação da participação dos jovens, a qual concretizaria sua função e reconhecimento no século XXI.