A função do jovem no século XXI

Enviada em 22/04/2020

A função do jovem no século XXI

Segundo Jayathma Wickramanayake, secretária geral da ONU para a Juventude, os jovens são líderes que mobilizam pessoas a nível local, construindo pontes entre comunidades. O problema é quando os mesmos não se posicionam politicamente e não debatem entre si, além de não participarem das eleições, momento que é crucial para verbalizar o que eles consideram melhor para o país. Os grandes obstáculos que acarretam nisso são a falta de interesse e representatividade dos jovens na política.

Em primeira análise, observa-se o caso do interesse dos jovens. Existem muitas formas de entretenimento de público alvo adolescente que tratam de questões democráticas e sociais de forma suave, como na série literária “A Rainha Vermelha”, escrita por Victoria Aveyard. No livro, a adolescente Mare Barrow se encontra no meio de uma revolução a favor da mudança do sistema monárquico para o republicano. Ao considerar cada opção, ela se posiciona politicamente e age de acordo. De forma análoga, esse fenômeno se destoa do cenário atual, pois observa-se que por falta de conhecimento básico sobre política e suas vertentes, dúvidas e opiniões não são geradas, tornando  impossíveis os debates e discussões que poderiam ser de alto aproveitamento na questão de desenvolver um jovem mais crítico e ligado ao que acontece na sociedade ao seu redor.

Em segunda análise, é importante falar sobre a falta de representatividade dos jovens na atualidade. No Brasil, mesmo com 40% do eleitorado sendo da faixa etária de 19 a 35 anos, apenas 3% se encontra no Congresso Nacional, de acordo com dados da Campanha por um Plebiscito Constituinte para a Reforma Política. Esse problema se dá pelo pequeno espaço de fala que instituições como escolas cedem aos jovens, fazendo com que  eles se sintam cada vez menos motivados a exercer papéis de representação de um grupo, nesse caso, o escolar.

Torna-se evidente então, que para promover o interesse em questões democráticas e sociais entre os jovens, o Ministério da Educação, juntamente com o governo, desenvolvam um projeto de educação política, onde elementos da democracia e decisões governamentais sejam discutidas e analisadas, despertando interesse nos alunos. Uma solução mais acessível para a questão da representatividade, é a criação de grêmios estudantis nas escolas, que pode ser orientada pela diretoria, em conjunto com os professores de sociologia. Com isso, os jovens terão contato com a democracia desde cedo, vão aprender a votar de acordo com seus interesses, e os alunos eleitos ainda terão a chance de representar o restante dos colegas, e posteriormente,  ocupar cargos no Congresso Nacional.