A função do jovem no século XXI

Enviada em 10/06/2020

“O jovem no Brasil nunca é levado a sério.” De forma análoga ao trecho da música de Charlie Brown, percebe-se que, no Brasil, a representatividade da juventude é praticamente insignificante. Entretanto, os jovens do país merecem a garantia de sua participação na sociedade. Bem como, a inclusão do jovens nas discussões sociais e políticas estimula ideias inovadoras, além disso desperta uma expectativa de progresso para o país, visto que o jovem sugere uma perspectiva moderna e flexível.

Primeiramente, vale ressaltar que a maioria da juventude do século XXI têm o privilégio do acesso à informações e ao conhecimento, o que torna-os ansiados pela inovação e a participação na sociedade. Na série “Anne With an E”, é abordada a história de uma jovem na qual sonha que suas ideias cheguem às pessoas e aos representantes do Governo, que os façam refletir e mudar suas práticas. Por analogia, os jovens brasileiros anseiam por essa representatividade, pela mudança de pensamento e de hábitos arcaicos, como por exemplo: preconceito, desigualdade, violência e etc. Desse modo, é fato que, a participação do jovem na sociedade é necessária para construção de rupturas tabeladas pelos hábitos e para o reconhecimento da evolução coletiva.

Entretanto, o Brasil, infelizmente, relata uma desigualdade social relevante, com isso, jovens que sofrem com o descaso do Sistema, deixados em segundo plano, enfrentam a invisibilidade como indivíduos perante a sociedade. “Projetistas periféricos” é um projeto social que acontece nas periferias de São Paulo, cunho objetivo é realizar o sonho desses jovens de ter um estudo digno. Entretanto, é repulsivo, a luta que tais jovens suportam para obter o mínimo, a igualdade dos direitos humanos. Com isso, é de extrema importância que esses jovens que lutam pelos seus direitos sejam ouvidos, respeitados e acolhidos, conforme o artigo 7 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que visa garantir o direito de igualdade.

Infere-se, portanto, que para a realização da representatividade do jovem na sociedade são necessárias ações conjuntas do governo e da sociedade. Nesse sentido, para que inclusão efetiva da juventude no âmbito social e político, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o coletivo, desperte um senso crítico dos jovens sobre tal questão, a começar por palestras educativas que retratem a importância de inseri-los nos debates. Além disso, é necessário que o Poder Executivo, ponha em prática o artigo 7 da ONU, que propõe o direito de igualdade por meio do incentivo fiscal, e também estimule a presença dos jovens da periferia nos discursos sociais, a fim de que a opinião juvenil faça-se pertinente.